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Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil

21.10.2021 - 21/10/2021
Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil

SÍNTESE DOS CAPÍTULO II E IV

Considerações gerais
- As DGAE 2019-2023 foram construídas a partir da imagem da Casa, em seu duplo movimento: a Casa permite o ingresso e a saída; lugar de acolhimento e de envio. Com estes dois movimentos, ela nos remete a dois grandes eixos da ação evangelizadora: comunidade e missão!
- Comunidades que não geram missionários são tristes expressões de esterilidade de que perdeu seu rumo na vivência do Evangelho. Missionários que não se fundamentam na vida de comunidade correm o risco de se tornarem “andarilhos solitários”, sem referências essenciais para a sua atuação.
- Para levar a Missão adiante foram identificados 04 pilares, à semelhança dos que sustentam a Casa. São eles: Palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária. Assim, estabelece-se a continuidade comas as duas Diretrizes anteriores (urgências).


CAPÍTULO II
OLHAR DE DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS
“Ao ver as multidões, Jesus encheu-se de compaixão” (Mt 9,36)

Algumas considerações
1. A Igreja, sacramento universal da salvação, anuncia sempre o mesmo Evangelho. Nesta missão é chamada a acolher, contemplar, discernir e iluminar com a Palavra de Deus todas as realidades;
2. A Igreja contempla a realidade a partir de uma condição: discípula missionária (DAp, n.19.29); EG, n. 50). Ela se pergunta: Em que aspectos o atual momento histórico interpela o modo de viver sua missão?
3. Constatação: mudança de época (DAp, n. 44). Preocupação: a difusão da ideologia de gênero, que ignora e subverte a inviolável compreensão do que seja o ser humano, atingindo o próprio futuro da família, célula mãe da sociedade (Laudato si, 155; Amoris Laetitia, 56). Outra preocupação: a ação evangelizadora nas metrópoles deve estar ainda mais atenta aos efeitos da urbanização sobre pessoas, grupos e sociedade como um todo.
4. Melhor lugar para se compreender a mudança de época pode ser encontrado na cidade. O mundo vai se tornando uma grande cidade, onde o viver se manifesta fortemente ligado ao estilo de vida das metrópoles e é capaz de influenciar todos os recantos do planeta (meios de comunicação – DG n. 3).
5. A vida na grande cidade mundial tem como características: local da individualidade, consumismo, enfraquecimento das instituições e das tradições, a pluralidade (cultura, ética, vivência religiosa), locais da alta mobilidade (busca pela sobrevivência), pobreza (a vida agredida nas mais diversas formas, desde a fecundação até a morte natural), desafio ambiental do mundo, o desafio experimentado pelos jovens (a confusão e o atordoamento com a impressão de reinar no mundo), a verdade é relativizada e individualizade, sistema social e econômico injusto, necessidade de se redescobrir uma autêntica democracia.
6. Em meio a esta complexa conjuntura, a certeza: o Senhor está no meio de nós! (Jo 14,18). Encontramos atitudes que são luzes:
a) resistência e resiliência: capacidades para não se deixar vencer pelo que degrada as pessoas;
b) um novo estilo de evangelizar (EG, n. 18);
c) “abandonar as estruturas ultrapassadas que já não favoreçam mais a transmissão da fé”( DAp, n. 365);
d) necessidade de investir no discipulado e na missionariedade;
e) é necessário afirmar como discípulo missionário: Deus habita a cidade, isto é, Ele está no meio de nós (Mt 28,20; Dt 31,6). “Não podemos ficar tranquilos em espera passiva em nossos templos, mas, é urgente ir em todas as direções para proclamar que o amor é mais forte” (DAp, n. 548). 

Considerações gerais
- As DGAE 2019-2023 tem como objetivo geral: Evangelizar no Brasil cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo, em comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, cuidando da Casa Comum e testemunhando o Reino de Deus, rumo à plenitude.
- Novidades das DGAE 2019:
a) uma linguagem nova: “porta”, “casa”, “pilares”;
b) uma prioridade nova: “Evangelização no mundo urbano”;
c) uma identidade nova: “Comunidades eclesiais missionárias”;
d) um novo horizonte inspirador: “Comunidade” e “Missão”;

- As DGAE formam uma síntese de uma caminhada de décadas onde tínhamos as 05 urgências: “Igreja em estado permanente de missão’, “Igreja: casa da iniciação à vida cristã”, “Igreja: fonte da animação bíblica de toda a vida”, “Igreja: comunidade de comunidades”, “Igreja: a serviço da vida em todas as instâncias”;
- As DGAE 2019-2023 foram construídas a partir da imagem da Casa, em seu duplo movimento: a Casa permite o ingresso e a saída; lugar de acolhimento e de envio. Com estes dois movimentos, ela nos remete a dois grandes eixos da ação evangelizadora: comunidade e missão!
- Comunidades que não geram missionários são tristes expressões de esterilidade de que perdeu seu rumo na vivência do Evangelho. Missionários que não se fundamentam na vida de comunidade correm o risco de se tornarem “andarilhos solitários”, sem referências essenciais para a sua atuação.
- Para levar a Missão adiante foram identificados 04 pilares, à semelhança dos que sustentam a Casa. São eles: Palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária. Assim, estabelece-se a continuidade com as duas Diretrizes anteriores (urgências).

- Motivo: a “mudança de época” exige uma “conversão pastoral”;

- Mudança de época em que sentido? Um mundo cada vez mais urbano; há uma nova mentalidade da qual ninguém está isento, mesmo que em graus diferentes;

- Como realizar a “conversão pastoral”? a) transmissão da fé; b) na maneira de apresentar Jesus; c) Jesus nas famílias e instituições + pastoral de conservação. O DAp. 365: “Coragem de abandonar as estruturas ultrapassadas que já não favoreçam mais à transmissão da fé”;
- Problema:
a) Que Jesus vamos apresentar?
b) Muitas formas de apresentar Jesus hoje?
c) Vamos entrar na competição?
d) Vamos agir do mesmo modo?
- Como fazer? Assumir a identidade de “Comunidades Eclesiais Missionárias”. O que são? a) Pequenas no número de pessoas; b) territoriais ou ambientais; c) vínculos humanos fortes; d) Sentido de pertença eclesial; e) Serviço evangelizador; f) Articulação em rede;

- O que as Comunidades Eclesiais Missionárias precisam fazer? 
1) Mapear e identificar as ausências;
2) Não identificar apenas território com pertença;
3) Processo de visitas missionárias.

CAPÍTULO IV

A IGREJA EM MISSÃO
“Era grande a alegria na cidade” (At 8,8)

- Num Brasil, variado e dinâmico em modos de vida, realidades econômicas, sociais e culturais, é somente com o olhar da fé, da caridade cristã e do ardente desejo de anunciar Jesus Cristo que se torna possível apontar perspectivas pastorais que alcancem todas as realidades de nossas comunidades, independente das realidades locais.
- O modelo para nossa ação é, e sempre será, a comunidade dos primeiros cristãos, perseverantes na escuta dos apóstolos, na comunhão fraterna, na partilha do pão, nas orações e na missão (cf. At 2,42; 8,4). A comunidade é o estilo de vida cristã que desejamos incansavelmente realizar.
- A vida comunitária é terreno fértil para o anúncio e o encontro com Jesus Cristo. Ela interpela o individualismo reinante, o subjetivismo que potencializa o eu como parâmetro da verdade, o egoísmo que gera e se alimenta da cultura de morte, evitando que o homem e a mulher contemporâneos virem náufragos de si mesmos.
-A Igreja no Brasil, em sua ação evangelizadora, assume o compromisso de formar comunidades que vivam como Casa da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária. 
- Enquanto casas as comunidades que queremos são espaço do encontro, da ternura, da solidariedade, o lugar da família e têm suas portas abertas. Abrir as portas para acolher é um sinal profético em um mundo no qual o individualismo, o medo da violência e o predomínio das relações virtualizadas estão cada vez mais frequentes.
- A Casa/comunidade deve ser o “espaço do encontro”, “lugar da ternura”, “lugar das famílias”, “lugar de portas sempre abertas”.

Os pilares da comunidade

1. Pilar da Palavra: iniciação à vida cristã e animação bíblica da vida e da pastoral
- A iniciação à vida cristã se refere à adesão a Jesus Cristo, não se esgotando na preparação aos sacramentos de Batismo, Eucaristia e Crisma. Fundamenta-se na centralidade do querigma. Nossas comunidades precisam ser Mistagógicas, lugar por excelência da iniciação à vida cristã, preparadas para favorecer que o encontro com Jesus Cristo (DAp, 246-257,278) se faça e se refaça permanentemente.
- “A Igreja funda-se sobre a Palavra de Deus, nasce e vive dela. (...) O Povo de Deus encontrou sempre nela sua força e, também hoje, a comunidade eclesial cresce na escuta, na celebração e no estudo da Palavra de Deus” (Verbum Domini 3). Por isso, a Sagrada Escritura precisa estar presente sempre nos encontros, celebrações e nas mais variadas reuniões.
- A lectio divina ou Leitura Orante da Sagrada Escritura é um meio privilegiado de contato com a Palavra, que não é letra morta, mensagem formal ou instrumento de estudo. A Sagrada Escritura é o patrimônio comum de todas as igrejas cristãs.
Encaminhamentos práticos:
a) Assumir o caminho de iniciação à vida cristã, de inspiração catecumenal, com a necessária reformulação da estrutura paroquial, catequética e litúrgica, com especial atenção à catequese;
b) Revisar o dinamismo das comunidades eclesiais missionárias possibilitando que o anúncio de Jesus Cristo chegue e transforme pessoas e ambientes;
c) O processo de adesão a Jesus Cristo não termina com a recepção dos sacramento, por isso, estar atento à formação cristã, inclusive para quem já tenha recebido os sacramentos da iniciação cristã;
d) Promover na comunidade espaços que superem o forte individualismo e consumismo;
e) Incentivar iniciativas ecumênicas de encontros fraternos e de formação bíblica;
f) Promover o acesso à Sagrada Escritura para todos os que estão na comunidade e fazer da Bíblia fonte de estudo, oração, celebração e ação;
g) Assumir a Leitura Orante da Bíblia como método para o contato pessoal e comunitário da Sagrada Escritura;
h) Utilizar o potencial das redes sociais para que a Palavra de Deus alcance todas as pessoas em todas as situações.

2. Pilar do Pão: liturgia e espiritualidade
- A Eucaristia e a Palavra são os elementos essenciais e insubstituíveis para da vida cristã. A Liturgia é o coração da comunidade. Ela remete ao Mistério e a partir Dele, ao compromisso fraterno e missionário.
- É preciso valorizar o Domingo, o Dia do Senhor, como o dia em que a família cristã se encontra com o Cristo. O Domingo para o cristão é o dia da alegria, do repouso e da solidariedade (cf. Doc. 100 da CNBB, nn. 276-277). Essa valorização do Dia do Senhor exige ações concretas como manter as igrejas abertas; acolhida daqueles que chegam; flexibilizar horários para atender as necessidades dos fieis; oferecer oportunidade de participar da Celebração da Palavra onde não for possível a Celebração Eucarística (Missa); cuidar da qualidade da música litúrgica.
- Promover uma liturgia que conduza os fieis a mergulhar no mistério de Deus, sem deixar o chão concreto da história de fora da oração comunitária. “A verdadeira celebração e oração exigem conversão e não criam fugas intimistas da realidade, ao contrário, remetem à solidariedade e à alteridade” (Doc. 100 da CNBB, n. 279).
- Num tempo onde o “eu” parece ser o centro de tudo, é preciso dar um salto para uma espiritualidade comunitária, na qual a oração pessoal e comunitária sejam abertas ao coletivo, especialmente os que estão nas periferias sociais, existenciais, geográficas e eclesiais.
Encaminhamentos práticos:
a) Resgatar a centralidade do domingo como Dia do Senhor por meio da participação na Missa Dominical ou, faltando essa, na Celebração da Palavra;
b) Onde não for possível celebrar a Eucaristia, realizam-se celebrações da Palavra de Deus com Ministros leigos devidamente formados e instituídos;
c) Incentivar a piedade popular como caminho para o aprofundamento da fé e não apenas realidade meramente cultural e folclórica. Diante da história do nosso padroeiro (a), como podemos crescer na devoção, nas celebrações de preparação a sua festa?
d) Valorizar o canto litúrgico, o espaço sagrado e tudo o que diz respeito ao belo como serviço à vida espiritual. Incentivar a comunhão e o serviço mútuo entre Catequese – Liturgia – Arte Sacra;
e) Respeitar o Ano Litúrgico e suas especificidades, respeitando os ciclos (Páscoa e Natal) e os tempos próprios (Quaresma, Tempo Pascal, Tempo Comum), com suas Solenidades, Festas, Memórias;
f) Zelar pela qualidade da homilia, cuidando para que a vida litúrgica e catequética encontre aqui uma fonte segura de formação para a vida e a espiritualidade cristã;
g) Valorizar, incrementar e estimular o trabalho dos agentes da comunicação (Pascom, meios de comunicação). Temos pastoral da comunicação em nossa comunidade?

3. Pilar da Caridade: a serviço da vida
- As comunidades eclesiais missionárias, à luz da Palavra de Deus, do ensinamento da Igreja (Doutrina Social da Igreja), devem ser defensoras da vida desde a fecundação até o seu fim natural. A vida humana e tudo que dela decorre e com ela colabora, precisa ser objeto de atenção e cuidado: do nascituro ao idoso, da casa comum ao emprego, saúde e educação.
- É cada vez mais comum em muitas famílias haver membros de várias igrejas e até de diferentes religiões. Por isso, o testemunho comum na defesa e no cuidado com a vida.
Encaminhamentos práticos:
a) Promover a solidariedade com os sofredores nas cidades, permitindo o diálogo com a mentalidade urbana;
b) Priorizar ações com as famílias e os jovens como resposta concreta ao Sínodo da Família (2014-2015) e da Juventude (2018);
c) Prestar atenção às novas formas de sofrimento e de exclusão, nem sempre acolhidas pela ação caritativa até então desenvolvida;
d) Desenvolver grupos de apoio às vítimas da violência, nas suas mais variadas formas de atentado contra a vida (dependência química, suicídios, abortos);
e) Encorajar os leigos (as) a se engajarem na política, pastorais sociais, mundo da educação, conselhos de direitos;
f) Inserir na lista de prioridades das comunidades de fé o cuidado para com a Casa Comum com iniciativas próprias envolvendo Catequese e Liturgia, Movimentos Eclesiais, crianças e jovens;
g) Ser voz dos que clamam por vida digna;
h) Promover a justiça restaurativa como via para a prevenção e a diminuição de conflitos;
i) Firmar e fortalecer as iniciativas de diálogo ecumênico e inter-religioso, empenhados na defesa dos direitos humanos e na promoção de uma cultura de paz.

4. Pilar da Ação Missionária: estado permanente de Missão
- Onde Jesus nos envia? Consolidar a mentalidade missionária deve ser a meta das comunidades cristãs.
- A missão é o paradigma de toda ação eclesial;
- O Papa Francisco apresenta um modelo missionário para os nossos tempos: a iniciativa de procurar as pessoas necessitadas da alegria da fé; o envolvimento com sua vida diária e seus desafios, tocando nelas a carne sofredora de Cristo; o acompanhamento paciente em seu caminho de crescimento na fé; o reconhecimento dos frutos, mesmo que imperfeitos; a alegria e a festa em cada pequena vitória (EG, n. 24). 
- Nosso Papa Francisco recorda que o cristão é convidado a comprometer-se missionariamente, como “tarefa diária”, em “levar o Evangelho às pessoas com quem e encontra, tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos”. O primeiro momento é o diálogo que estimula a partilhar as alegrias, esperanças e preocupações; o segundo momento é a apresentação da Palavra de Deus, destacando o anúncio fundamental: o amor de Deus que se fez homem, entregou-se por nós, e vivo oferece sua salvação e sua amizade; por fim, se parecer oportuno, este encontro deve terminar com uma oração breve que se relacione com as preocupações que a pessoa manifestou (cf. EG, nn. 127-128).

Encaminhamentos práticos:
a) Sair de uma pastoral de manutenção e se abrir a uma autêntica conversão pastoral (DAp, nn. 366-367). Novos horários, novos lugares, linguagem renovada e pastoral adequada às novas demandas da população...;
b) Acompanhar de perto a realidade urbana percebendo os ritmos, as tendências e as alterações na vida das cidades;
c) Desenvolver projetos de visitas missionárias a áreas e ambientes mais distanciados da vida da Igreja;
d) Formar acompanhadores de jovens, promover missões juvenis em vista da renovação de experiência de fé e de projetos vocacionais, e abrir espaços para que os jovens criem novas formas de missão;
e) Investir na presença nos meios de comunicação social;
f) Valorizar como espaços missionários os hospitais, as escolas, as universidades, o mundo da cultura e da ciência, os presídios;
g) Priorizar a pessoa como objetivo da ação missionária;
h) Implantar  os Conselhos Missionários em todos os níveis (paróquia, diocese, regional);
i) Valorizar a dimensão mariana e outras formas de piedade popular na evangelização e missionariedade da Igreja.

Considerações finais
- A partir da realidade dos pilares da comunidade (DGAE 2019-2023, nn. 144-202) que foram refletidos:
1) Quais encaminhamentos podemos dar em nossa comunidade eclesial em 2022?
2) Que ações podemos assumir na vida pastoral de nossa comunidade eclesial para o ano de 2022?
3) O que podemos propor para que seja assumido enquanto Paróquia como ação evangelizadora no ano de 2022?


Pe. Maxssuél da Rosa Mendonça
Pároco e Reitor da Paróquia e Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens

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