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Um compromisso grande e exigente...

Data de Publicação
05
2016
02
Sexta-feira
13h51
05 de Fevereiro de 2016 13h51

Amados e amadas, a todos vocês, saudação de paz e de alegria!

Estamos iniciando nossas atividades. Mais um ano nos é apresentado para ser assumido como ano de muitas realizações. É o ano da misericórdia: "Misericordiosos como o Pai". Para nós, é um tempo de muitas oportunidades. O nosso compromisso é grande e exigente. Mas, se o que assumimos é fruto da nossa fé e da certeza de sermos escolhidos, nada tememos. É o Senhor que está à nossa frente dizendo sempre: "não temas".

Cada um de nós deve ser um testemunho em particular, porque é a partir do nosso sim que tudo começa a mudar para nós. Nossa resposta deve ser convicta e concreta, porque o Senhor confia a nós uma missão. Esse universo religioso nem sempre é de fácil compreensão até para nós mesmos, mas tudo se torna compreensível quando colocamos o amor ao Reino em primeiro lugar.

Trabalhar na evangelização é tarefa para aqueles que sonham com uma sociedade mais humana, mais justa, uma sociedade melhor. Evangelizar é dar a nossa contribuição pessoal para a transformação das pessoas, da família e da sociedade. Ser um evangelizador é uma questão de amor e o amor não se compreende, nem se explica e sim se vive intensamente. Amor pela Igreja, amor pelo evangelho, amor pelo ser humano. Evangelizar é também uma questão de fé testemunhal. Sabemos que nem sempre se é compreendido ou valorizado, mas não são os aplausos humanos o combustível principal para continuar. Os escolhidos são sempre especiais para quem escolhe. Assim é o discípulo para o mestre, assim somos nós para Deus. Por isso, devemos viver com intensidade o discipulado. Desde o nosso batismo começamos a viver dentro do discipulado.

A partir do momento em que começamos a compreender as coisas que fazem parte do ser Igreja, começamos também a assumir compromissos. Isso exige de nós um sim a cada dia, porque vamos assumindo outras responsabilidades, recebendo cargos ou funções diferentes nos grupos, assumimos liderança, coordenações etc. Mas, não importa nossa função específica, se somos coordenação ou não dentro do grupo. Importa, sim, saber que nunca deixamos de ser discípulos. Devemos cuidar para não deixarmos de agir como discípulos e passarmos a agir como mestres. Só existe um mestre, que é Jesus Cristo; nós somos todos discípulos. Atitudes como essa contribuem para o afastamento das pessoas que não conseguem conviver com autoritarismo, imposições, falta de diálogo. Ao agirmos como mestre, deixamos de buscar o discernimento na oração e enfraquecemos no seguimento de Jesus. Os bons exemplos dos que vieram antes de nós nos ajudam a perseverar no caminho certo. Jesus chamou os apóstolos dentre seus discípulos e, mesmo eles assumindo tarefas diferentes dos demais, nunca deixaram de agir como discípulos. Jesus sempre era o ponto de saída e de chegada para eles. Eles se alimentavam ouvindo Jesus, eles aprendiam vendo as atitudes de Jesus, que dizia que um bom discípulo poder ser como o mestre, mas nunca maior do que ele. Dizia que se eles tivessem fé fariam obras maiores do que as Dele. Mas recordava principalmente a necessidade de se tratarem como irmãos, não como inimigos, adversários. Eles deviam amar-se, uns aos outros, como eram amados pelo Mestre.

Reiniciar as atividades é aceitar entrar num processo de crescimento humano e espiritual. Tudo que acontecer, planejado ou não, deverá nos fazer crescer na fé e no amor. Certamente teremos dificuldades que nos farão depositar mais força, mais convicção. Por certo que aparecerão obstáculos, mas irão nos mostrar que temos mais força que imaginamos. Teremos muitos desafios que serão oportunidade de nos aprofundar mais e, assim, sermos mais bem sucedidos, porque exigirá de nós mais estudo, melhor preparação e muito mais amor nos gestos e atitudes.

Como bons discípulos do Senhor, apresentemos a Ele nossas orações pelos nossos companheiros, amigos e parceiros nesse trabalho para tornar a sociedade mais feliz com Jesus. Ele está no meio de nós.

Fraternalmente,
Padre Antônio Mendes