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Seminaristas e leigos da Diocese de Criciúma contam experiência missionária na Ilha do Marajó

Data de Publicação
20
2019
02
Quarta-feira
15h10
20 de Fevereiro de 2019 15h10

De 27 de dezembro de 2018 a 18 de janeiro de 2019, o Conselho Missionário dos Seminaristas (COMISE) do Regional Sul 4 da CNBB, que engloba as dioceses do Estado de Santa Catarina, realizou a segunda Missão Kairós na Paróquia Santo Antônio, na cidade de Chaves, Prelazia de Marajó (PA).
 
Com a participação de 54 missionários de todo o Brasil, a Missão Kairós contou com a participação de seminaristas e leigos da Diocese de Criciúma, entre eles:
 André Girardi - 3º ano de Filosofia
Bruno Selinger - 3º ano de Filosofia
Eduardo Borges - 3º ano de Filosofia
Elisson Custódio Borges - Estagiário na Paróquia Nossa Senhora da Salete
Fernando dos Santos - 3º ano de Teologia
Juliano Esser Bauer - 2º ano de Filosofia
Juliano Pacheco Bitencourte - 4º ano de Teologia
Júnior - Leigo
Luan Zanoni - 2º ano de Teologia
Maike Gomes Machado - 1º ano de Teologia
Maria Irene Nichele Correa - Leiga
Thayla Monteiro - Leiga
Tiago Citadin - 2º ano de Filosofia
 
A Paróquia Santo Antônio conta com 97 comunidades e é atendida pelos padres Glawciney e Heliton, e conta também com o auxílio da Comunidade Católica Shalom. As comunidades ribeirinhas ficam a grandes distâncias umas das outras e chegam a ficar um ano sem a celebração da Santa Missa.
 
Os missionários desenvolveram o trabalho de visitas, a fim de conhecer a realidade das comunidades e também realizaram atividades como o ensinamento da oração do Santo Terço, leitura orante da Palavra, adoração Eucarística e Celebrações da Palavra, sendo presença de Deus em meio àquele povo.

Confira o relato de alguns destes missionários da Diocese de Criciúma que foram pela primeira vez:
 
"Participar da missão foi uma caminhada que uniu Jesus Cristo, os missionários e o povo marajoara num caminho glorioso que se chama conversão" (Júnior).
 
"A missão Kairós foi uma experiência de Deus. Lá fui chamado a conviver e viver uma partilha recíproca com as comunidades ribeirinhas que nos ensinaram como a Palavra de Deus, sustenta e mantém a comunidade religiosa durante todo o ano, e como o desejo de se aproximar da Eucaristia faz com que o povo sonhe e se programe com a visita do Sacerdote. A missão me ensinou que não temos tempo a perder com aquilo que não irá agregar a nossa vida nesta continua proximidade ao Cristo, e sempre nos voltarmos mais para os irmãos necessitados. Também me mostrou a alegria daqueles que se doaram para fazer com a missão fosse um sucesso para que o Santo Evangelho fosse levado a todos aqueles que nos foram confiados" (André Girardi).
 
"A missão Kairós muito mais que uma partilha, que um estar, que um fazer, é um ser. Ser de Deus junto com o povo, em comunhão. Você torna-se parte daquele povo nos dias de missão, você é missionário estando junto do povo, caminhando com eles. Essa experiência missionária foi de grande enriquecimento vocacional e humano para mim. Hoje eu sei que nós missionários deixamos uma parte nossa para aquele povo, e com certeza trazemos parte deles para nós. Partimos para evangelizar e voltamos evangelizados!" (Bruno Selinger).
 
"Nossa missão foi como descreve o Evangelho, quando os discípulos perguntaram a Jesus: "Mestre, onde moras?". E Jesus respondeu "vinde e vede". A missão com palavras é inexplicável, apenas vivendo para poder realmente entender a emoção.Toda realidade diferente, comendo coisas diferentes, mas a maior alegria era ver aquele povo feliz por nossa presença. A presença do Cristo, na eucaristia e nos nossos irmãos. Apenas quem vive a missão Kairós, consegue pegar a dor deles para si e transformar em oração e súplica por aquele povo, que tanto sofre. Em algum momento da missão foi comentado. "Nós temos tudo e reclamamos de tudo, eles não têm quase nada, e são felizes, mas eles ainda guardam o 'tudo' que é a essência, O Cristo" (Juliano Esser Bauer).

"Sair em missão foi a oportunidade que Deus me deu para encontrá-lo em cada irmão e irmã que lá vivem. Sai de minha cidade achando que iria levar algo diferente para ele, talvez tenha levado, mas trouxe muito mais. Como foi bonita essa experiência de encontrar o Cristo pobre em cada olhar. Sendo assim, firmo a ideia no Santo Evangelho que devemos levar a Palavra para todos os povos e nações, e ter caridade para com todos, sendo esta, a manifestação do AMOR. Somos chamados a sermos propagadores do evangelho de DEUS, de tal forma que sai de minha zona de conforto e fui em missão. 'O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor' (Lc 1, 17-19)" (Maike Gomes Machado).
 
"Eu nunca havia presenciado algo tão intenso e maravilhoso igual essa missão, pois só de ver o sorriso daquele povo na nossa chegada, a alegria deles, mesmo no pouco que tem, e para nós foi muito, muito mesmo, pois o tanto que nos ensinaram, o amor deles e o amor de Deus que transmitia deles foi enorme. Cada minuto nessa missão eu aproveitei com todas as minhas forças, e cada minuto valeu a pena.E uma das coisas que mais me marcou, foi ver a alegria daqueles jovens pulando e dançando conosco sem ter vergonha" (Thayla Monteiro).
 
"A missão Kairós foi um tempo da Graça de Deus, do encontro com o irmão e tempo de fortalecimento da espiritualidade. Um período de trabalho, evangelização, formações, celebrações. Também um tempo de escuta, amizade, convivência. Os missionários motivados pelo testemunho de Jesus Cristo e dos Santos Apóstolos, saíram de si, renunciando um pouco de suas férias para evangelizar as comunidades ribeirinhas na cidade de Chaves. Ao término da missão, levo comigo algumas orientações para o trabalho pastoral: Saber acolher o tempo de Deus, valorização da religiosidade popular e estar atento às necessidades do outro" (Elisson Custódio Borges).

"Quando fui convidada pelo COMISE para missão Kairós, foi um desafio para mim, pois nunca tinha participado desse tipo de missão. O primeiro desafio era deixar esposo, filho e até o conforto do lar; o segundo era meus medos, pois não sabia o que me esperava pela frente, mas pedi a Deus e Nossa Senhora para que eu superasse os meus medos. Deu tudo certo, fui, tive medo sim, mas me superei em muitas coisas, só de chegar lá e ver a alegria daquele povo nos esperando, já foi muito gratificante. O que me chamou atençãofoi a fé deles. Mesmo tendo uma missa por ano e dependendo da maré para tudo, não deixavam de se reunir uma ou duas vezes por semana para rezar o terço, fazer novena e meditar a palavra de Deus. Essa missão me ensinou a ter mais fé, paciência, amor entre outros. Foi uma experiência inesquecível. E se Deus quiser, irei novamente, pois tenho a certeza que cada missão é única. Obrigado a todos do COMISE Sul 4" (Maria Irene Nichele Correa).
 
"A missão Kairós é verdadeiramente um tempo de Deus, de encontro pessoal com Deus. Ver na alegria do povo que lá vive em receber tão singela visita faz com acreditemos ainda mais no Amor. Ir para a essência da nossa vida que é o Evangelho. Atender ao pedido de Jesus de Nazaré nos alegra, pois, poder levar Cristo para aquele povo é algo que preenche o coração daqueles que creem em Deus e podem ver seu amor também por aquele povo" (Tiago Citadin).
 
"A missão na Ilha do Marajó foi de grande importância para meu crescimento vocacional. Lá encontrei um Deus que se revela na simplicidade. Lá Deus se faz pequeno para que aquele povo possa ter acesso a Ele, e estando em contato com Ele, aquele povo consegue transmiti-lo através do olhar, do sorriso, de um abraço apertado. Mesmo não tendo a Eucaristia todos os finais de semana, me impressionei com tamanha fé, pois se alimentam pura e simplesmente da Palavra a cada Domingo e ali Deus se encontra no meio deles. Me impressionei com a felicidade deles de receberem os missionários, pois ali poderiam receber Jesus na Eucaristia, mais de uma vez ao ano. Nós temos oportunidade de receber a Eucaristia todos os dias, mas mesmo assim somos ingratos, reclamos de tudoe, o testemunho daquele povo, me chamou muito a atenção, pois uma coisa só os interessava, Jesus Eucarístico" (Eduardo Borges).
 
Os missionários agradecem a todos que colaboraram para que essa missão se tornasse possível e que também foram missionários, pois, conforme o Papa Leão XVIII, "A missão é feita: com os pés dos que partem; com os joelhos dos que rezam e com as mãos dos que ajudam".

Colaboração: Seminarista Luan Zanoni