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Semana de estudo para padres e leigos na Diocese de Criciúma

Data de Publicação
26
2018
06
Terça-feira
11h29
26 de Junho de 2018 11h29

A última semana do mês de junho é de encontro e formação para padres e lideranças de todas as 34 paróquias e três santuários da Diocese de Criciúma. Teve início na manhã de hoje, 26, o Estudo Diocesano do Clero, atividade realizada anualmente e que, neste ano, tem o mesmo tema que pautará o Seminário que reunirá catequistas, liturgistas e demais leigos e leigas engajados na ação pastoral da Igreja diocesana, durante o fim de semana. "Catequese e Liturgia: O Mistério da Fé ensinado, celebrado e vivido" é o tema dos estudos, que tem como assessor o padre Vanildo de Paiva, autor do livro "Catequese e Liturgia - Duas faces do mesmo mistério". O estudo para os presbíteros vai até o dia 28 de junho, na Fundação Shalom, e o dos leigos acontece nos dias 30 de junho e 1º de julho, no Palácio das Águas, em Nova Veneza.
 
Padre Vanildo, da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG), iniciou o encontro falando sobre a importância da liturgia, como "mais importante órgão do magistério da Igreja", ao parafrasear o Papa Pio XI. "Esse filão perpassa todo o texto, toda a proposta da Iniciação à Vida Cristã e, no tempo, ele traz essa interação entre catequese e liturgia. Pensando a importância dessas duas dimensões, não isoladamente, mas nessa relação que elas têm uma com a outra. Não dá para pensar a tarefa iniciática sem olhar igualmente para catequese e liturgia. É isso que nos propomos fazer durante esses dias", disse o assessor.

Conforme padre Vanildo, liturgia e catequese são duas dimensões intimamente unidas. "A liturgia tem um poder de formação e informação e ela guarda um patrimônio de fé que vai sendo revelado aos poucos aos fiéis, na medida em que o mistério vai sendo revelado, vai sendo reverenciado. De que maneira a liturgia é catequética e formativa para o povo de Deus? Será que nós estamos atentos a essa dimensão da liturgia como a principal forma de transmissão da fé e formação dos fiéis? A liturgia não é apenas mais uma dimensão dentro da Igreja, mas uma dimensão prioritária que tem uma responsabilidade que excede o próprio rito em si, porque vai formando e informando o povo de Deus a respeito da fé em Jesus Cristo", explica.

Padre Vanildo também motivou os padres a pensarem sobre uma realidade comum em várias comunidades e sinalizou a liturgia como caminho para enfrentar o desafio. "Entendemos a catequese como uma explicitação da fé e a liturgia como uma celebração da fé. Existe esse vinculo indivisível entre a liturgia e a transmissão da fé, ao ponto do qual celebrar a liturgia seja também a realização do mais importante ato de transmissão da fé. É importante pensarmos que grande parte daqueles que frequentam regularmente ou esporadicamente nossas celebrações, não se alimentam da fé em outras fontes, não estão conosco nos nossos encontros, nossas formações, nossos círculos bíblicos e outros momentos que são disponibilizados aos fiéis. Muitas vezes, a cada proposta que se tem de formação, estão sempre os mesmos ali. Os de sempre é que vão em busca dessas ofertas que a gente faz de formação. É difícil atingir de modo mais amplo a grande porcentagem dos fiéis. A liturgia tem esse poder de atingir.  Mesmo aqueles que, de vez em quando recorrem a liturgia por ocasião de um sacramento ou de uma bênção, nos oferecem essa oportunidade de serem formados na fé. Mas de que maneira isso pode ser feito ou deve ser feito? Essa é a grande questão que nos faz pensar na relação destas dimensões da Igreja: catequese e liturgia. Não podemos reduzir a liturgia a um discurso, porque a natureza dela não é racional e discursiva, simplesmente. A liturgia é catequética, indiretamente. Não dá para fragmentar o rito, tornando-o uma aula, do mesmo que a catequese é celebrativa e litúrgica, mas não se reduz a liturgia, perdendo a sua natureza. Ao mesmo tempo que uma exige a outra, cada uma mantém a sua natureza e isso tem que ser bem compreendido por nó,s para que consigamos fazer essa interação", pontua.