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Primeiro casamento católico é celebrado na Penitenciária Sul

Data de Publicação
25
2017
10
Quarta-feira
23h41
25 de Outubro de 2017 23h41

"O amor é paciente (...) crê tudo, espera tudo, suporta tudo" (1Cor 13,4a.7). Depois de seis meses de preparação, João* e Cláudia* (nomes fictícios) puderam assumir, na manhã de terça-feira (24), o sacramento do Matrimônio. Assistido pelo padre Orlando Cechinel, duas testemunhas, cinco membros da Pastoral Carcerária e oito agentes e funcionários da Penitenciária Sul, o casal teve o direito de confirmar diante de Deus o amor cultivado há seis anos. "Para mim é a realização de um sonho me casar com ela. Sempre falamos nisso. Ela propôs e eu aceitei. Saindo daqui, queremos continuar nossa vida juntos", declarou João, que cumpre o regime fechado há cinco anos. Não foram só as barreiras das grades que fortaleceram o amor entre João e Cláudia, mas também outras circunstâncias da vida, como a morte precoce da filha do casal, falecida ainda na infância. Cláudia ainda tem um filho, a quem João diz amar com sentimento de pai.

Na pequena sala, com tapete vermelho, flores brancas e velas, um crucifixo e a imagem de Nossa Senhora preparados pela Pastoral Carcerária, com o apoio da Assistência Social e Direção da unidade, a celebração emocionou alguns dos presentes. "O Matrimônio não é uma bênção qualquer, mas um compromisso de uma vida a dois (...) O amor deve prevalecer: nisso consiste a salvação. Deus é nossa força e nos dá segurança e coragem para enfrentar o dia a dia da vida. Busquem sempre manter-se na fidelidade, no amor e na oração e serão felizes", disse padre Orlando, antes de pedir a bênção de Deus sobre os nubentes. Tanto o esposo quanto a esposa já tinham os sacramentos necessários para buscar o Matrimônio e puderam confessar-se antes da celebração.