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Paróquias realizam ações em prol do Grito dos Excluídos

Data de Publicação
06
2018
09
Quinta-feira
13h21
06 de Setembro de 2018 13h21

Duas paróquias da Diocese de Criciúma confirmaram sua participação nos desfiles cívicos de 07 de setembro, com ações em prol do Grito dos Excluídos. Com o tema "Desigualdade gera violência: Basta de privilégios! - Vida em primeiro lugar", a proposta será realizada pela Paróquia Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Araranguá, e pela Paróquia São Roque, em Morro da Fumaça.

Na Diocese de Criciúma, o Fórum das Pastorais Sociais realizou encontros e encaminhou orientações a grupos e paróquias. Além da manifestação pública durante os desfiles, celebrações e rodas de conversa devem recordar a mobilização, não como gesto político partidário, mas como exercício de cidadania.

Em Araranguá, além dos festeiros da Festa do Divino Espírito Santo, que tradicionalmente já participam em nome da Igreja com a corte, pastorais e movimentos estarão unidos com cartazes e faixas denunciando injustiças e anunciando projetos de vida que a Igreja realiza como testemunho de uma nova sociedade sem exclusão, conforme afirma o pároco e reitor, padre Alírio Leandro.

Já em Morro da Fumaça, vestidos com camisetas pretas e brancas, levando faixas e outros símbolos, os paroquianos pretendem apontar as desigualdades sociais e econômicas que assolam minorias e também todo o povo brasileiro.

Como surgiu o Grito dos Excluídos?
A proposta surgiu em 1994, a partir do processo da 2ª Semana Social Brasileira da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), cujo tema era Brasil, alternativas e protagonistas, inspirada na Campanha da Fraternidade de 1995, e lema: A fraternidade e os excluídos. Entre as motivações que levaram à escolha do dia 7 de setembro para a realização do Grito dos Excluídos estão a de fazer um contraponto ao Grito da Independência. O Grito é uma manifestação popular carregada de simbolismo, que integra pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. É ecumênico e vivido na prática das lutas populares por direitos. A proposta não só questiona os padrões de independência do povo brasileiro, mas ajuda na reflexão para um Brasil que se quer cada vez melhor e mais justo para todos os cidadãos e cidadãs. Assim, é um espaço aberto para denúncias sobre as mais variadas formas de exclusão.

O tema deste ano, sob a ótica do cartaz
O Brasil vive uma desigualdade social cada vez maior, entre os poucos endinheirados e os milhões de despossuídos. Este sistema não permite que a Vida esteja em primeiro lugar, porque privilegia o capital. Diante disso, o Grito se constitui em um espaço onde as pessoas se sintam capazes de lutar pela mudança, através da organização, mobilização e resistência popular. O cartaz retrata a união dos marginalizados e do povo sofrido que luta por vida mais digna. Esse povo unido caminha para o sol, que ilumina todas as classes. O sol para o qual esse povo se volta é Cristo que, pela Páscoa, dissipa todas as trevas e clareia todas as coisas. A força da mulher como figura principal, como geradora da vida, que une as forças e luta com o povo sofrido, especialmente na atual conjuntura que vive o povo brasileiro. São eixos para 2018: democratização da comunicação; nenhum direito a menos; estado fomentador de violências; que projeto de país desejamos? que estado queremos?; participação política é emancipação popular; unir generosos nas ruas; mãe terra: nossa casa comum.