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Nota de Falecimento - Ir. Diác. Antonio Carlucci (RCJ)

Data de Publicação
23
2018
10
Terça-feira
07h50
23 de Outubro de 2018 07h50

A Diocese de Criciúma comunica, com pesar, o falecimento do Irmão Diácono ANTONIO CARLUCCI, da congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus. O Diácono Carlucci tinha 87 anos de idade e faleceu às 21 horas desta segunda-feira, 22, com insuficiência respiratória, no Hospital São José, em Criciúma. Seu corpo está sendo velado na Igreja Nossa Senhora das Graças, no bairro Pinheirinho, onde será celebrada missa de corpo presente às 17 horas de hoje (23), seguida de sepultamento no Cemitério Municipal.
 

Irmão Carlucci estava há 57 anos no Brasil. Nasceu em 03 de maio de 1931, em Ceglie Messapica, comuna italiana da região da Puglia, província de Brindisi, na Itália. Era filho de Antonia Nigro e Gaetano Carlucci. Não deixa familiares no Brasil.

Diácono Carlucci fez seus primeiros votos de vida religiosa consagrada no dia 30 de setembro de 1951. Professou os votos perpétuos em 1957. Chegou ao Brasil em 1961. Por diversos anos atuou em Bauru (SP) e Curitiba (PR). Também em Passos (MG) e São Paulo (SP). Serviu de 1965 a 1971 a comunidade religiosa em Criciúma, onde retornou em 1996 e permaneceu até os últimos dias de sua vida. Foi ordenado diácono em 29 de agosto de 1993, na cidade de Bauru, a primeira a acolhê-lo como missionário no Brasil.

A Diocese de Criciúma se solidariza com a Família Rogate e com todos os paroquianos da Paróquia Nossa Senhora das Graças, que por tantos anos conviveram e testemunharam o serviço e a vida oferecida a Deus e a Igreja pelo Diácono Antonio Carlucci. A Diocese se une em oração e prece pela alma deste irmão! "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais" (Jo 11, 25-26).

UM POUCO DA VIDA E HISTÓRIA DE DIÁCONO CARLUCCI...

Na noite desta segunda-feira, 22, Deus chamou o Irmão e Diácono Antonio Carlucci à sua morada eterna. Diabético, o religioso sofria de insuficiência renal e após complicações pulmonares, foi internado no domingo, 21 de outubro, vindo a falecer às 21 horas desta segunda, com insuficiência respiratória.

Carlucci deixa um legado de serviço e humildade à comunidade rogacionista criciumense. Aos 87 anos de vida, o religioso havia recém completado seus 25 anos de vida diaconal. A celebração foi realizada no dia 30 de agosto, na Capela do Seminário Rogacionista Pio XII, no bairro Pinheirinho, em Criciúma, onde viveu os últimos 22 anos de sua vida.

"O Rogate é o meu ideal; o Beato Aníbal, o meu exemplo; aos pobres, a minha doação; a Deus, a minha consagração" - dizia o convite dos seus 50 anos de vida consagrada, celebrados em 30 de setembro de 2001. No lar de profunda fé cristã católica de Gaetano Carlucci e Antonia Nigro, no Sul da Itália, em Ceglie Messapica, província de Brindisi, nascia o caçula de seus seis filhos - dois homens e quatro mulheres, para o qual foi escolhido o nome de Antônio. Era o dia 09 de maio de 1931. Foi batizado aos 10 dias de vida. Recebeu sua Primeira Eucaristia aos sete anos de idade, e a Crisma aos nove.

Possivelmente motivado por já ter, nas congregações fundadas por Padre Aníbal Maria di Francia, um tio padre e duas de suas irmãs freiras, com apenas 14 anos de idade, no dia 24 de setembro de 1945, no mesmo mês em que acabava a Segunda Guerra Mundial, Carlucci ingressou na Congregação dos Rogacionistas, no Seminário em Oria, Itália.

Após o noviciado canônico de um ano, no dia 30 de setembro de 1951, fez seus primeiros votos de vida religiosa consagrada, tornando-se o Irmão Antônio Carlucci. Os votos perpétuos - de obediência, castidade, pobreza e de rezar pela messe - foram professados em 1957, na cidade de Messina. Durante 10 anos, o Irmão Carlucci trabalhou em diversas casas rogacionistas e em diversas atividades, na Itália. Esteve em Nápoles, Firenze, Assis, Messina e Trani.

Cumprindo seu voto da obediência aos superiores da ordem, no dia 10 de novembro de 1961, deixou sua querida Itália e veio ser missionário no Brasil, onde os Rogacionistas estavam há apenas 10 anos, enfrentando também as dificuldades da língua, cultura, costumes e tantas outras. Aqui, nesta Terra de Santa Cruz, o seu primeiro trabalho foi em Bauru, onde permaneceu até 1964.
Em 1965, veio para Criciúma exercer seu apostolado como formador no Seminário Rogacionista Pio XII, onde ficou até 1971. Não devia ser nada fácil dirigir, na época, sempre mais de 100 seminaristas, entre adolescentes e jovens.

Seu trabalho de formador ajudou a dar bons frutos. Muitos padres de hoje passaram também por suas mãos, como os padres Adair Pasini, Ângelo Ademir Mezzari, José Livino Jochen, Osni Marino Zanatta, Raulino Coan, Vilcinei Clarindo... Se nem todos os seus meninos seguiram a vocação consagrada, receberam ensinamentos que servem para a vida cristã e leiga.

Trabalhou em Passos (1971-1975), Bauru (1976-1980), São Paulo (1982-1983) e, por duas vezes, em Curitiba (1981-1982 e 1984-1985). Em 1986 retornou a Criciúma, onde ficou até 1990, trabalhando no Seminário e na Paróquia Nossa Senhora das Graças, no bairro Pinheirinho. Em 1991, retornou a Bauru (SP); em 1992, a Curitiba (PR); e de 1993 a 1995, ainda como agente pastoral em Bauru. E foi durante esses anos em Bauru, que manifestou o desejo de ser ordenado Diácono. Assim, em 1992, recebeu os ministérios de Leitor e Acólito. Foi ordenado Diácono em 29 de agosto de 1993, em Bauru, por ter sido a primeira cidade na qual trabalhou como missionário no Brasil.

No início de 1996, o já Diácono Antônio Carlucci voltou a Criciúma. Pertenceu à Comunidade Religiosa do Seminário Rogacionista Pio XII, mas exerceu por muitos anos seu ministério na Paróquia. Foram muitas visitas aos doentes, abençoando casas e famílias, ouvindo e aconselhando tantas pessoas, presidindo Celebrações da Palavra, batizados, casamentos e tantas outras atividades. Teve dedicação especial à comunidade da Tereza Cristina, junto aos setores de Pastoral e junto aos doentes e pobres, tal qual fazia Padre Aníbal Maria Di Francia, fundador dos Rogacionistas do Coração de Jesus. Mesmo com a saúde frágil, nunca se esqueceu da comunidade e de sua fé.

Com informações de Eunice Milanese e de Padre Juarez Albino Destro (RCJ )
Colaboração: Padre Adair Pasini (RCJ) 
Foto: Arquivo da PASCOM da Paróquia Nossa Senhora das Graças