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JMJ: No retorno, olhar atento e escuta ao chamado na comunidade

Data de Publicação
30
2019
01
Quarta-feira
10h11
30 de Janeiro de 2019 10h11

Alguns dias já se passaram desde o fim da 34ª edição da Jornada Mundial da Juventude. Nas lembranças daqueles que a vivenciaram, os ensinamentos do Papa Francisco ecoam, insistentemente, em seus corações.
 
É o caso da jovem Mariá de Mello, da Paróquia São Donato, de Içara, que participou do encontro com as jovens Julia Dagostim Viana e Leidiane Candido Reus. "Na sexta-feira, acompanhando a via sacra, na presença do Papa Francisco, somada a vivência com o povo panamenho e os demais peregrinos do mundo, nos fez refletir sobre a via crucis que ainda acontece todos os dias, nos imigrantes e mulheres que sofrem, nos abortos, na discriminação, na desigualdade social, na rotulação de povos como portadores do mal social, na destruição da natureza e em todo sofrimento causado pelos pecados. O que fazemos para lutar contra isso? Quais nossas atitudes como cristãos? Com, Maria devemos aprender a estar no pé da cruz, atentos a Via Crucis de nossos dias, sempre junto a todos discípulos amados que querem operar o reino em seus corações. A experiência da JMJ está, a cada dia, contribuindo mais para meu crescimento espiritual e amadurecimento da fé, mudando o meu olhar para o mundo e ampliando minha empatia", declara Mariá.
 
A jovem afirma que, retornando para casa e para o convívio da comunidade eclesial, é forte o desejo de seguir os pedidos do Sumo Pontífice, e de lutar pelo desenvolvimento de uma cultura de acolhida, promoção e entrega. "Nessa JMJ, pensamos sobre o nosso futuro, a vivência de nossa vocação em favor da Igreja e do próximo. Refletindo, humildemente, as palavras do Papa, percebemos o quanto somos privilegiados com fortes raízes, feitas por oportunidades, educação, família e comunidade. Pensamos então, o que devemos fazer para sermos influencers, assim como Maria, que teve coragem de dizer sim a sua missão, e ajudar os demais jovens a construírem também suas raízes, principalmente em um mundo tão conturbado pela cultura do abandono, que marginaliza jovens e os faz sentirem-se invisíveis. Essa JMJ nos levou a um crescimento individual, espiritual e vocacional, mas nos deixa na responsabilidade de, ao chegar em nossa diocese, também lutar pelos demais, pelos oprimidos, esquecidos e abandonados. Lutar com o coração, para que o resultado dessa experiência seja visto mais adiante", acrescenta Mariá.

Também a jovem Julia Dagostim Viana destaca a experiência na JMJ e sua gratidão por viver este momento. "Como disse o nosso Papa Francisco, durante a Jornada, 'Color e Calor'! Os panamenhos nos receberam de braços abertos e muito entusiasmados. Foram dias de experiências únicas, cheias de aprendizados, lições e ensinamentos que só mesmo vivendo para entender. Sinto-me grata a Deus por Ele ter me proporcionado esses momentos. Foi lindo ver o mundo inteiro unido em busca do mesmo propósito, de Deus. Aprendizados, lições, experiências, vivências e empatia...  Depois da JMJ Panamá 2019 é impossível olhar a vida com os mesmos olhos", conta a jovem.

A jovem Leidiane Candido Reus destaca o olhar sobre a vocação que cada batizado recebe. "Refletimos também sobre as diferentes vocações e sua importância na vida em comunidade. Todos nós recebemos, do Espírito Santo, dons que devem ser colocados a serviço do bem comum. Somos chamados a testemunhar Jesus, levando seu amor incondicional a todos os povos. Papa Francisco também destaca que os jovens não são o futuro da Igreja, e sim o agora. Esse agora é estar disponível ao serviço do Reino e a construção de um mundo melhor; estar disponível ao outro que precisa de ajuda, sabendo acolher com o coração aberto. Escutar a vontade de Deus nem sempre é fácil, porém, a partir do momento em que nos deixamos conduzir pela vontade do Pai, a felicidade inunda nosso ser, compreendendo que o Senhor sempre quer nossa felicidade. Não tenhamos medo de dizer sim ao chamado, seja ele na vida religiosa ou matrimonial. Sejamos testemunha de Cristo em nossa sociedade, com nossas ações e, assim, conseguiremos levar Jesus ao mundo!", pontua Leidiane.