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Catedral acolherá comunidade das Irmãs Sacramentinas de Bérgamo

Data de Publicação
08
2019
02
Sexta-feira
16h30
08 de Fevereiro de 2019 16h30

Elas já estão presentes na região muito antes de a Diocese de Criciúma ser criada, ainda quando as paróquias pertenciam à Diocese de Tubarão. Na manhã do próximo domingo, 10, na missa das 08 horas na Catedral São José, a Paróquia São José irá acolher, solenemente, e fundar uma nova comunidade das Irmãs Sacramentinas de Bérgamo, no Sul de Santa Catarina. A congregação já tem comunidades nas paróquias de Turvo e Sombrio, além de Tubarão. Na Paróquia São José, conforme o pároco, padre Antônio da Silva Miguel Júnior, as religiosas irão se dedicar especificamente ao trabalho pastoral da paróquia. São elas Irmã Roneide, Irmã Marli e Irmã Maria Angélica (na foto, ladeadas por padre Antônio Júnior e pela Madre Provincial), que já estão na cidade desde o dia 31 de janeiro.

A oportunidade

"As irmãs recentemente fecharam uma comunidade que tinham em Meleiro. Em maio do ano passado, visitando o Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, padre Antônio Vander comentou com a Madre Provincial, Madre Margarida, que nós estávamos querendo uma presença de irmãs aqui na Paróquia. Já temos duas comunidades religiosas, mas ligadas às suas obras, que é o Colégio São Bento (Irmãs Beneditinas da Divina Providência) e o Hospital São José (Irmãs Escolares de Nossa Senhora), e queríamos uma comunidade que fosse trabalhar diretamente com a paróquia. A Madre ficou interessada, até porque Criciúma é ponto estratégico para reuniões com as outras comunidades e uma cidade que oferece algumas possibilidades, inclusive uma das irmãs vai começar a fazer faculdade este ano aqui em Criciúma. Elas têm o desejo de abrir mais casas voltadas para a vida pastoral da Igreja, algumas obras ligadas diretamente ao carisma do instituto, mas outras querem destinar à pastoral, à Igreja, como já tem em Belo Horizonte, onde cuidam do Santuário São Judas Tadeu, que é um santuário muito grande", comenta padre Antônio Júnior.

Frentes de trabalho pastoral

Na Paróquia São José, conforme o pároco, as religiosas terão algumas frentes bastante claras. "Nós teremos uma irmã acompanhando diretamente os ministros e também os cuidados com a Catedral - sacristia, vasos sagrados, alfaias, paramentos, toda a parte litúrgica; na Catequese, teremos uma irmã também, porque temos uma demanda bastante grande - só aqui na Catedral nós temos 650 crianças, fora todas as comunidades, somnado perto de 800 crianças na paróquia toda, então é um número bastante grande; depois, também, teremos uma irmã acompanhando, dando assessoria à Pastoral Vocacional, mais na linha da espiritualidade. E também, certamente, comigo, na Coordenação Diocesana de Pastoral, tem uma irmã que deve nos acompanhar, trazendo um pouco o rosto feminino para a Coordenação, que é legitimamente masculina e queremos ter também o feminino e a vida consagrada, que para nós é um dom, uma graça. O Papa mesmo tem dito que é a alvorada da Igreja, a vida consagrada dentro da Igreja", relata o pároco.

Presença em vários países e carisma

A fundadora das Irmãs Sacramentinas é Santa Gertrudes Comensoli, nascida em Bienno, Norte da Itália, e canonizada em maio de 2009, pelo Papa Bento XVI. Na ocasião, padre Antônio Júnior esteve presente, junto ao padre Aguinaldo Zucchinali. A congregação está presente na Itália, Croácia, Kenya, Malawi, Tanzânia, Equador e Bolívia. No Brasil, atua em comunidades localizadas em Minas Gerais, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro e Santa Catarina. 

"As irmãs têm como carisma principal a adoração eucarística. Isso também vai ser uma das coisas que vamos trazer para a Catedral. Teremos dias de adoração. Queremos fazer da nossa Catedral um espaço de adoração, que o povo saiba que Jesus estará exposto para adoração dos fieis por muitos dias durante o mês, com a manutenção das irmãs. Elas têm, também, como carisma fundamental, a educação. Mas aqui na nossa paróquia, não que isto não esteja envolvido com a formação e educação, mas estarão ligadas diretamente às pastorais", afirma o padre.

Expectativa e luzes na escolha

"É uma congregação que tem uma trajetória longa e nós estamos muito contentes pela chegada das irmãs. Esperamos que a presença e o testemunho delas suscitem mais vocações para a vida consagrada feminina aqui na Paróquia São José, como em toda a nossa Diocese de Criciúma. A Madre Provincial esteve aqui em maio do ano passado, conversamos e ela ficou muito interessada pela proposta que a Paróquia ofereceu. Logo me pediu para que Dom Jacinto e eu escrevêssemos uma carta pedindo as irmãs ao Conselho Provincial do Brasil e depois, em julho, escrevemos para a Madre Geral, em Bérgamo, na Itália. Elas tiveram o conselho da congregação em em julho do ano passado e lá decidiram. A irmã disse que houve dois pontos na carta que pesaram muito na decisão: o pedido para que a nossa Catedral se torne uma Catedral cada vez mais eucarística, que houvesse mais adoração, e também por ser Catedral São José. São José é padroeiro da congregação. Elas viram isso também como um sinal e a única comunidade delas no Brasil que terá como padroeiro São José. Foi muito interessante também porque a madre provincial, madre Margarida me relatou que haviam vários outros pedidos não só do Brasil, de outros países, mas a única casa que o Conselho achou por bem abrir a nova comunidade foi aqui em Criciúma. As outras, por enquanto, não atenderam o pedido. Nós recebemos a notícia com muita alegria, começamos a preparar todo um espaço para as irmãs virem morar. Em janeiro, recebemos a visita da Madre Geral, Madre Maria Gambirasio, que veio da  Itália ver onde as irmãs iriam morar, conversar comigo e ficou muito agradecida pela acolhida que tivemos com as irmãs", relata o pároco.

No domingo, na presença da Madre Provincial, Madre Margarida, das Irmãs Sacramentinas das comunidades do Sul de Santa Catarina e das religiosas das demais comunidades presentes na Paróquia, a Catedral acolherá, solenemente, a nova comunidade.