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Beneditinas celebram jubileu e primeiros votos

Data de Publicação
15
2018
01
Segunda-feira
17h29
15 de Janeiro de 2018 17h29

A congregação das Irmãs Beneditinas da Divina Providência teve a alegria de compartilhar, na manhã deste domingo, 14 de janeiro, com os fiéis da Paróquia São Marcos, em Nova Veneza, a celebração da missa em ação de graças pelo testemunho e pela entrega de quatro de suas religiosas.
 
As irmãs Carmi Francisco Bett e Inácia Zanelatto celebraram seus 60 e 70 anos de Consagração Religiosa (respectivamente) e as noviças Alice Gabriela Rodas Benitez e Mayara Suely Marinho Martins fizeram sua Primeira Profissão Religiosa. A missa foi presidida pelo padre Sandro Cortes, de Cascavel (PR), que pregou retiro às noviças, e concelebrada pelo pároco, padre Vilmar Moretti, e pelos padres Aguinaldo Zuchinali e Jacinto Benedet. A celebração contou com a presença da Superiora Provincial, Irmã Laurita Mendes, e da Mestra de Noviças e Conselheira Provincial, Irmã Maria José Barbosa dos Santos, além de dezenas de irmãs beneditinas, familiares, amigos e paroquianos.

Na celebração, as noviças professaram os votos de pobreza, castidade e obediência, e assumiram viver a simplicidade e humildade de vida, confiando-se à Divina Providência, segundo o lema de São Bento - "oração e trabalho", no carisma de "acolher, assistir e educar a infância e a juventude, particularmente as meninas mais pobres e abandonadas". As neo-professas receberam as insígnias que são sinal da consagração ao Senhor e da pertença à congregação: o hábito religioso, o crucifixo e o Livro das Constituições.

Logo após, as irmãs Gleicy Rocha e Narcisa Pasetto fizeram uma homenagem às religiosas jubilandas, Carmi e Inácia, relacionando suas vidas à trajetória das fundadoras das Irmãs Beneditinas, irmãs Maria e Giustina Schiapparoli, que dedicaram sua vida totalmente a serviço de meninas pobres, com profundo espírito de oração e sacrifício.

"Ontem Maria, hoje Inácia: por meio da enfermagem, dedicou-se aos doentes durante toda sua vida. Acolheu e cuidou dos doentes e dos idosos em várias obras da Congregação. Como mulher fecunda, trouxe à vida inúmeras crianças. Era chamada de irmã da Maternidade, santa Irmã Inácia. Cuidando das gestantes, passou muitas noites em claro, acompanhando as mulheres em um momento tão delicado de sua vida. Em você, Irmã Inácia, nesta história de doação e fidelidade que já dura 70 anos, encontramos a memória vida de nossa fundadora Maria Schiapparoli. Obrigada por sua fidelidade!", disse Irmã Gleicy.

"Ontem Giustina, hoje Carmi: com o grande espírito de generosidade e disponibilidade, Irmã Carmi colocou sua vida a serviço de muitas pessoas ao longo de seus 60 anos de consagração. Cuidando de crianças, de idosos, de doentes, de jovens e famílias em situação de risco, Irmã Carmi foi o rosto providente de Deus por onde passou. Com uma alegria contagiante, assumiu diversos serviços na Congregação e todas somos muito gratas a ela. Obrigada, Irmã Carmi, por seu amor aos pobres e aos pequeninos do Reino", continuou Irmã Narcisa.

Após a renovação dos votos feita por Irmã Inácia e Irmã Carmi, as jovens consagradas Irmã Alice e Irmã Mayara fizeram sua procissão com as lamparinas, recebendo a coroa da aliança, como esposas de Cristo, diante do altar.
 
A celebração, que emocionou os presentes, culminou com a encenação da "história de um Sim", quando pelo sim de Maria ao Anjo enviado por Deus, a humanidade encontrou a plenitude do amor através de Jesus Cristo. Religiosas recordaram a chegada das irmãs que difundiram a congregação das Irmãs Beneditinas, dando continuidade à obra das irmãs Maria e Giustina Schiapparoli. "Há mais de 80 anos, sete religiosas, com um coração ardente de amor, também disseram seu 'sim' a Jesus. Lançando-se através dos oceanos, elas chegaram aqui, em Nova Veneza (SC) e lançaram aqui a 'semente' da Congregação. Traziam consigo uma certeza: 'O Deus que nos chamou para essa missão não nos abandonará, porque d'Ele é o sonho de que todos tenham vida e a tenham em abundância'". O "sim" ornado por flores foi entregue às mãos das jubilares que, depois, o depositaram nas mãos das neo-professas, que o levaram até o altar.

Sobre as religiosas
 
Irmã Alice Gabriela Benitez Rodas tem 22 anos e é natural de Ciudad del Este (Paranguai). Filha de Alicia Rodas Gonzáles e de Oscar Gabriel Benitez, tem seis irmãos. Com as irmãs de sangue Sandra e Carolina e com a avó paterna Aparicia Benitez, descobriu a semente da vocação, ingressando como aspirante em 2012.
 
Irmã Mayara Suely Martins Marinho tem 22 anos e é natural de Curitiba (PR) Filha de Sidneia Martins e Diorlei dos Santos Marinho, foi consagrada a Deus pela intercessão de Nossa Senhora já no ventre materno. Aos 14 anos de idade, através da amiga Schirlei e da vivência em grupo de jovens, fortaleceu na fé católica. Ingressou como aspirante aos 16 anos.
 
Irmã Inácia Zanelatto completará 90 anos de idade em 14 de fevereiro. Filha de José Zanelatto e de Magdalena Moro, teve cinco irmãos e nasceu em Vila Maria, Nova Veneza, e foi batizada com o nome de Amélia. Ingressou na congregação em 1945 e fez sua Primeira Profissão em 21 de janeiro de 1948, sendo que sua Consagração Perpétua foi celebrada em 10 de janeiro de 1953. Com curso Técnico de enfermagem, dedicou sua vida aos idosos nos asilos de Campos Gerais (MG), Laguna (SC) e Elói Mendes (MG); às crianças em Três Pontas (MG) e Pinheiros (SP) e aos doentes em Três Pontas (MG), Imbituba (SC), Sombrio (SC) e Nova Veneza (SC). Fez sua Primeira Eucaristia muito cedo, pois já conhecia o Catecismo antes mesmo de completar seis anos de idade. Ainda na infância, manifestava o desejo de se tornar religiosa para ajudar as pessoas, quando conheceu o trabalho das Irmãs Beneditinas no Hospital São Marcos.
 
Irmã Carmi Francisco Bett tem 82 anos e é natural de Lauro Müller. Veio de uma família de 12 irmãos, filha de Judith Silvestre e Estevan Francisco Bett. O chamado à vocação religiosa consagrada foi despertado pela revista Eco Mariano, pela qual conheceu o trabalho das Irmãs Beneditinas. Ingressou aos 20 anos com o apoio do pároco, Pe. Bernardo Péterle, e de sua família. Em 09 de janeiro de 1958 fez sua Primeira Profissão Religiosa. Serviu muitas comunidades, do nordeste ao sul do país, prestando também seu serviço de enfermagem a idosos no Paraguai. Trabalhou em creches, orfanatos, com a Pastoral da Criança, e com doentes e idosos em asilos e hospitais, como diretora, enfermeira ou cozinheira.

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