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Artigo: Ao Senhor pertence o nosso tempo

Data de Publicação
07
2015
12
Segunda-feira
12h16
07 de Dezembro de 2015 12h16

Ao concluir mais esse ano de missão, guardo, em meu coração, muitas coisas como um tesouro. Mas, o mais precioso de todos, eu afirmo que é o sentimento de gratidão a Deus e à Igreja. Não tenho dúvidas de que Deus está conduzindo da melhor maneira esse que deixou de ser um projeto e se tornou uma realidade. Nós, Diocese de Criciúma e Prelazia de Cristalândia, somos Igrejas irmãs, unidas por uma causa, um ideal de ser mútua ajuda na missão e evangelização, no crescimento espiritual. O que seria de início, por dois e, no máximo, três anos, já está caminhando para o quarto ano. Mas ainda é pouco tempo, diante das necessidades da comunidade. Muitas coisas ainda estão no projeto, porque não foi possível realizar. Mas Deus, a quem o tempo pertence, sabe a hora certa de cada coisa.
 
O que o Senhor me mostra hoje é que quando aceitei vir para a missão, fui eu que entrei nos planos Dele e não o contrário. Por isso Ele é quem sabe quando devo voltar. Talvez, intencionalmente, aqui cheguei com a data da volta já pré-determinada em minha cabeça e, por isso, deixei a desejar porque ainda não aprendi a viver o desapego, a entrega total. Essa permanência de mais um tempo é a chance que Ele está me dando para realizar as coisas a partir do projeto Dele e não dos meus projetos.
 
Hoje, ao fazer avaliação de tudo, compreendo que, apesar de muitas coisas dependerem de mim para que se fortaleça ainda mais esse trabalho, sou apenas um instrumento que Deus está usando para a sua obra. É gratificante perceber o quanto a comunidade cresceu e se abriu para a fé com nossa dedicação e seriedade, mas ainda não o suficiente. Continuar na missão dentro do Ano da Misericórdia, proclamado pelo papa Francisco, é uma bênção de Deus e também um desafio. Mais do que trabalhar o sentido da misericórdia com a comunidade, preciso viver a misericórdia em minha vida e meu ministério sacerdotal. Recordo-me do texto de Mateus, quando Jesus olhou para a multidão e sentiu compaixão porque pareciam ovelhas sem pastor (Mt 9, 32-38). O sentimento de compaixão que invadiu o coração de Jesus ao ver aquele povo sofrido foi o que o levou a lamentar por haver poucos operários. Os discípulos deviam pedir mais operários ao dono da messe. Nesse Ano da Misericórdia, precisamos fazer o povo viver a experiência do encontro com o perdão e assim ter sua vida renovada na fé, na esperança e na caridade.
 
Com a transferência do bispo Dom Rodolfo para a Arquidiocese de Passo Fundo (RS), ficamos em situação difícil. O bispo é uma presença de Pai na vida do seu presbitério; ponto de unidade e garantia de comunhão nas atividades da Igreja. Agora precisaremos nos unir mais ainda como família para realizar bem nossos trabalhos e não deixar a desejar. Por isso, pedimos as orações de todos para que o Espírito Santo continue a conduzir a Igreja e suscite para nós um bispo que venha em nome do Senhor para conduzir o seu rebanho.
 
Sou muito grato a todos pela presença espiritual em minha vida, pelas orações e mensagens que sempre recebo de todo a minha gente.
 
Desejo a todos um feliz e santo Natal e ano novo cheio de realizações em nome da fé.
 
08 de dezembro de 2015.
 
Padre Antonio Mendes.