Cúria Diocesana (48) 3433.6313 Catedral São José (48) 3433.1079 imprensa@diocesecriciuma.com.br

5. Dimensão da Partilha Solidária

5.1. Pastoral Social

313.
Para tornar real a dimensão da partilha solidária junto aos empobrecidos, será necessário realizar ações concretas de solidariedade em nossas Paróquias e Comunidades. Para isso é preciso:

a) Fazer uma forte mobilização para sensibilizar as comunidades para o grave problema da exclusão social, da pobreza, do desemprego...

b) Visitar e conhecer pessoas, famílias empobrecidas e que se sentem excluídas da comunidade eclesial.

c) Fazer mutirões, campanhas...como expressões vivas de solidariedade.

d) Apoiar e participar nas lutas e reivindicações por melhores condições de vida, emprego, moradia, estradas, educação, saúde, salários dignos...

e) Participar e articular o Grito dos Excluídos.

f) Assumir uma postura profética diante das situações onde a vida esteja ameaçada, denunciando todo tipo de discriminação, corrupção, exclusão...

g) Apoiar e somar com as pastorais que lidam com o abandono de crianças nas ruas, no trabalho, nas drogas, com os idosos, os pequenos agricultores, meeiros, arrendatários, com os desempregados, os catadores de papel, com os doentes, mulheres, recicladores de lixo e outros...

h) Participar e apoiar iniciativas da sociedade que reivindicam e garantem o direito à terra, à água, ao meio ambiente...

5.2. Parcerias

314.
Ao estabelecer parcerias, tenha-se o cuidado de fazê-la com as instâncias que defendem um projeto de vida, pois existem grupos que dizem defender a vida, mas estão aliados ao sistema neoliberal, seja através de partidos políticos ou de grandes empresas.

315. Participar e apoiar os diferentes Conselhos Paritários de Direitos organizados nos municípios em defesa da vida.

316. Acompanhar e apoiar as Organizações Não Governamentais, os Movimentos Populares e Sociais existentes em nossas comunidades e paróquias e com eles fazer parcerias em defesa da vida, dos direitos e dos valores humanos contra a violência e a “cultura de morte”.

317. Estabelecer diálogo e parcerias com os responsáveis pelos centros de decisão, tais como: políticos, cientistas, comunicadores, economistas, sociólogos, professores, universidades, empresários e outros.

318. Abrir espaço junto ao empresariado, oportunizando uma maior participação na vida da Igreja, a fim de que possam trazer suas angústias, preocupações e dificuldades e refletirem sua ação à luz das Diretrizes da Igreja.

5.3. Dízimo

319. A implantação e fortalecimento do Dízimo é meio evangélico e pastoral para fortificar a consciência da Igreja como comunidade de fé, culto e caridade.

320. O Dízimo, além de manifestação do sentimento religioso, é expressão de gratidão a Deus pelos dons recebidos, de solidariedade para com os pobres, de colaboração com a ação evangelizadora da Igreja e de sobriedade no uso dos bens da criação.

321. Fazer uma ampla evangelização, para conscientizar o povo de Deus comprometendo-o a sentir-se membro desta Igreja, com a qual partilha o que tem e o que é.

322. Organizar encontros de aprofundamento e reflexão do Dízimo, destacando sempre seu aspecto bíblico e eclesial.

323. Deve-se usar o termo “Dízimo”, conforme a tradição bíblica. Seja usada, também, a expressão “ofertar o Dízimo”, ao invés de “pagar o dízimo”, já que não se pode pagar a Deus por tudo o que dele recebemos. De outro lado, vale a expressão “receber o Dízimo”, em vez de “cobrar o Dízimo”.

324. O recurso financeiro do Dízimo deverá ser investido na formação de lideranças, na solidariedade social, na manutenção das pastorais da Comunidade, da Paróquia e das necessidades da Diocese, conforme deliberações dos Conselhos e Assembleias em cada instância.

325. O Dízimo é diferente da oferta feita nas celebrações, por ocasião da coleta. A coleta tem sentido litúrgico de participação nas oferendas do altar. Isso vale também para as coletas especiais, determinadas pela CNBB e pelo Vaticano, para coletas emergenciais, em favor de pessoas necessitadas. As ofertas feitas nas coletas são de caráter espontâneo e esporádico. O Dízimo é de caráter obrigatório e regular.

326. Todos os outros meios de manutenção da vida eclesial (festas, promoções, almoços, campanhas, etc.) são supletivos. Não devem servir para o sustento normal da comunidade. É importante recuperar o sentido religioso e espiritual das festas dos padroeiros. As festas tenham caráter de celebração e de confraternização.

327. Na Bíblia fala-se do Dízimo - dez por cento de tudo o que do Senhor recebeu. A CNBB fala que o valor de referência do Dízimo é 1% da renda de cada pessoa. A família decidirá o quanto ofertará à comunidade eclesial a partir da soma dos seus ganhos. O mais importante é que cada um dê segundo a decisão do seu coração” (2Cor 9,7).

328. A motivação última e mais profunda da implantação do Dízimo não é financeira, mas evangélica, teológica e pastoral. A oferta do Dízimo deve favorecer ao fiel a experiência mais explícita da fé, da esperança e da caridade.

5.3.1. Da Organização e Funcionamento

329. Cada comunidade terá a sua equipe de Pastoral do Dízimo, e a paróquia uma coordenação paroquial, zelando para que tudo seja feito de acordo com as diretrizes diocesanas.

330. A Pastoral do Dízimo exige uma ação contínua, quer para motivar os dizimistas, quer para atingir os que desconhecem o alcance dessa pastoral.

331. É necessária uma constante formação dos membros da equipe que estiver a serviço dessa pastoral.

332. Na catequese deverá haver uma gradual e fundamentada explicação sobre o Dízimo.

333. A oferta do Dízimo poderá ocorrer com a entrega, aos fiéis, de um envelope, no início do mês, a ser devolvido em celebrações especialmente preparadas pela Pastoral do Dízimo. Nestas celebrações incluam-se cantos, orações ou mensagens sobre o Dízimo, respeitando sempre a liturgia própria do dia.

334. Se por algum motivo a família ou as pessoas não puderem participar destas celebrações especiais, sejam motivadas a levar a oferta em outro momento, ou em celebrações que participarem.

335. O Dízimo não seja ofertado através da visita de “cobradores”.

336. Sejam incentivadas as visitas domiciliares, cuidando-se, no entanto, para que elas não sejam transformadas em ocasião de cobrança; as visitas sejam, sim, uma oportunidade de contato com os que não estiverem participando da vida religiosa da comunidade; as visitas servirão também para conhecer as famílias carentes da comunidade, às quais se encaminhe, então, o devido auxílio.

337. A oferta do Dízimo seja de preferência mensal, pois há despesas que são mensais, mas poderá ser trimestral, semestral ou anual de acordo com a possibilidade do dizimista.

338. Com a oferta do Dízimo não serão mais cobradas taxas para a celebração de qualquer sacramento ou serviço pastoral. As pessoas que queiram contribuir com espórtulas para a missa sejam orientadas a fazer a sua oferta na coleta da missa ou em outros momentos.

339. As pessoas que ainda não são dizimistas e aquelas que iniciaram a oferta e não deram continuidade, quando procurarem os serviços da Igreja, sejam orientadas sobre sua missão junto à comunidade e sejam convidadas e incentivadas a fazer a sua oferta do Dízimo. Mas os serviços religiosos não lhes podem ser negados na condição de não serem contribuintes do Dízimo.

5.3.2. Prestação de Contas

340. É necessário que cada Paróquia e Comunidade façam prestações de contas entre si e para o povo, a fim de que testemunhemos pela ação, a pregação que fazemos sobre ética e transparência nas administrações civis.

341. As pessoas e as famílias ofereçam o Dízimo na comunidade onde residem ou então onde elas mantêm a participação da vida de fé.

342. Manter sempre em dia o Livro Caixa e as prestações de contas de todas as atividades realizadas através do Dízimo.

343. A administração dos valores arrecadados pela Pastoral do Dízimo caberá à administração econômica da comunidade (CAEP) de comum acordo com o Conselho de Pastoral.