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3. Dimensão Pastoral

3.1. Paróquia: Comunidade de Comunidades

237.
Cada comunidade tenha sua caminhada bem organizada pelo Conselho de Pastoral da Comunidade (CPC) e em comunhão com as demais comunidades.

238. Todo grupo, movimento, associação ou serviço de pastoral, deve orientar seus membros a participarem de uma comunidade eclesial. Que se evitem grupos ou movimentos paralelos, desligados da comunidade.

239. É importante que a Igreja esteja preparada e atenta para estar presente nos loteamentos e ocupações que vão surgindo nos arredores de nossas Comunidades. A presença da Igreja nestas áreas precisa ser bem articulada.

240. Onde houver necessidade de melhor atendimento, organizem-se novas comunidades, contando com a solidariedade de outras comunidades da Paróquia.

241. A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação, para uma pastoral decididamente missionária de discípulos missionários ao redor de Jesus Cristo (DAp, n. 365 a 370).

242. Todos são chamados a assumir atitude de escuta, abertura, diálogo, disponibilidade para promover a corresponsabilidade e participação efetiva de todos os fiéis na vida da Igreja.

3.2. A Igreja no Mundo Urbano

243. A vida no mundo urbano requer, sobretudo, que se leve em consideração a pessoa, de modo especial o atendimento e a acolhida; os grupos, as comunidades, os meios de comunicação e as estruturas sócio-políticas e econômicas.

244. A Igreja deve exercer sua diaconia, sua missão de serviço para toda a realidade da sociedade atual. Aliviar ou curar os sofrimentos de inúmeras vítimas da atual deterioração das relações sociais.

245. A Pastoral Urbana vai exigir uma profunda revisão dos papéis, de uma melhor preparação dos agentes de pastoral nas mais diversas áreas. É preciso que os ministros ordenados e seus colaboradores mais próximos aceitem a mudança das condições de trabalho e, consequentemente, as prioridades e estilo de sua ação.

246. A estrutura básica de nossa ação pastoral é a Paróquia, por isso é preciso que as mesmas se deem conta das novas condições exigidas pelo mundo urbano. Para isso, é preciso rever os horários de atendimento no expediente paroquial e atendimento pessoal para aconselhamento, confissões, reuniões. Maior descentralização.

247. As cidades que contam com mais de uma paróquia devem realizar trabalhos em conjunto com as demais, ultrapassando o âmbito da própria Paróquia, prestando assim, um serviço a toda a cidade.

248. Atenção especial seja dada aos Meios de Comunicação Social e às novas mídias, de forma a tê-los como espaços importantes para a evangelização. Por outro lado, é preciso marcar presença nos órgãos de informação, como também contar com pessoas qualificadas para atuarem nos meios próprios de comunicação, como jornal, boletins, rádio. Neste sentido, incentive-se a instalação de Rádios Comunitárias autênticas, nascidas através da organização da comunidade, como lugar de participação e democracia.

3.3. Assembleias e Conselhos

249. Em nossa Diocese, as Assembleias e os Conselhos em todas as instâncias estão consagrados como um dos principais espaços de comunhão, participação, decisão e missão, nos quais se exercita a corresponsabilidade e a cidadania cristã. Portanto, todas as Paróquias se empenhem para implantá-los.

3.3.1. Assembleias

250. O Plano Diocesano de Pastoral já prevê os membros natos para cada instância, portanto, seja esta deliberação respeitada. Cada delegado(a) tenha a consciência de que não representa a si mesmo e sim um grupo, uma comunidade, um serviço.

251. Sempre que alguém for indicado como delegado(a) à Assembleia e estiver impossibilitado de participar, cabe ao serviço que o(a) indicou, proceder o encaminhamento de um(a) novo(a) delegado(a). O delegado(a) não deverá enviar, por conta própria, alguém para substituí-lo.

252. Nas comunidades pequenas, onde o número de fiéis católicos também é pequeno, a Assembleia pode acontecer contando com a presença de toda a comunidade eclesial, resguardando no entanto, o caráter próprio de uma Assembleia, de ser espaço de reflexão, decisão e celebração.

253. As Assembleias sejam preparadas e organizadas pelos Conselhos das referidas instâncias.

3.3.2. Conselhos

254. O Plano Diocesano de Pastoral já prevê os participantes dos Conselhos nas diferentes instâncias.

255. É importante que todas as instâncias tenham os Conselhos como o “Coração” da comunidade eclesial. Por ele devem passar sempre as grandes reflexões e decisões.

256. O Conselho é o órgão que reúne os serviços existentes e é responsável pelo encaminhamento das decisões tomadas em Assembleias, além de ser responsável por toda a dinâmica pastoral. Por isso, os(as) conselheiros(as), evitem enviar substitutos quando impossibilitados de participar de uma reunião de Conselho ou que, a cada reunião enviem pessoas diferentes.

257. Que os Conselhos privilegiem os momentos de reflexão sobre a caminhada da Igreja e do mundo no qual estamos inseridos e sejam o lugar do aprimoramento de uma postura ética e comprometedora diante da vida que nos é confiada.

258. No Conselho, os serviços de pastorais e movimentos devem estar abertos a toda realidade eclesial e social.

259. Sempre que um serviço eleger um(a) novo(a) coordenador(a), este(a) receberá da instância competente, um mandato que o(a) torna membro do Conselho para um determinado período.

260. As reuniões de Conselho sejam previstas em cronograma e em dias que possibilitem a participação de todos(as).

3.4. Assessorias

261. Sempre que houver necessidade de assessoria para algum trabalho, sejam valorizadas, em primeiro lugar, aquelas pessoas que são fruto da nossa formação: leigos e leigas que fizeram a Escola de Teologia mantida pela Diocese em diferentes áreas, além do clero que já conta com uma formação na área teológico-espiritual.

262. Havendo necessidade de uma assessoria externa, para encontros, cursos, retiros, escolas de formação, os serviços, inclusive as paróquias, devem certificar-se sobre a pessoa indicada (padres, religiosos ou leigos), comunicando às instâncias competentes e recebendo das mesmas, autorização para sua vinda.

263. Ao contactar com assessores de fora, quem solicita deve certificar-se de que a pessoa comunga com a linha da Igreja no Brasil (CNBB), esteja em sintonia com a nossa caminhada diocesana, tenha condições de contribuir para o crescimento do grupo e seja pessoa de convicção de fé.

3.5. Serviços de Pastoral e Coordenações

264. Um serviço de pastoral surge para atender a uma necessidade localizada, deve ser fruto da reflexão da comunidade eclesial e não de algumas pessoas ou grupos isolados.

265. Cada serviço de pastoral deverá ter objetivos próprios elaborados à luz do Plano Diocesano de Pastoral, planejamento que respeite as prioridades da Diocese e uma equipe de coordenação.

266. Todos os serviços (setores de pastoral, movimentos e associações) existentes na Diocese, seja no âmbito da comunidade, paroquial, comarcal ou diocesano, devem contar com uma coordenação.

267. Coordenar é um serviço que deve ser feito à luz dos critérios e da nossa opção pastoral. Portanto, quem coordena um serviço de pastoral é membro do Conselho de Pastoral, devendo participar do mesmo na instância em que coordena.

268. Quem assume uma coordenação, saiba que assume um serviço, não um cargo e que deve desenvolvê-lo a fim de garantir a caminhada de toda a Igreja e de modo gratuito.

269. Todas as coordenações de serviços devem ser eleitas pelo serviço que representa, para um período de 03 anos, podendo haver apenas uma recondução consecutiva.

270. Para um maior enriquecimento pastoral e para favorecer a descentralização de poderes, não fiquem os coordenadores além do tempo previsto. É muito importante que os serviços trabalhem no sentido de despertar novas lideranças para assumirem as futuras coordenações, considerando o aspecto de que ninguém é insubstituível.

271. Sempre que houver eleição de um(a) coordenador(a) de serviço nas instâncias comarcais e diocesana, faça-se presente o(a) Coordenador(a) de Pastoral daquela referida instância, a fim de que seja o(a) mesmo(a) reconhecido(a) como um serviço da Igreja. Em se tratando da Paróquia, que ela aconteça sempre com a presença do Pároco ou Vigário Paroquial.

272. Para favorecer o crescimento de uma Igreja toda ministerial, incentivar o surgimento de novas lideranças e desenvolver bem um serviço, as lideranças não assumam mais de uma coordenação.

3.6. Movimentos e Associações Eclesiais

273. Os Movimentos eclesiais e as Associações religiosas, existentes em nossa Diocese, são reconhecidos como espaços de evangelização.

274. Os Movimentos eclesiais e Associações deverão integrar-se na pastoral de conjunto da diocese, pois nenhum movimento ou associação poderá atuar desligado da comunidade eclesial.

275. Embora alguns Movimentos tenham coordenações nacionais e internacionais próprias, devem seguir as orientações desta Igreja Particular, assumindo na sua prática as mesmas opções pastorais, o mesmo objetivo e os mesmos compromissos da Diocese.

276. Os Movimentos eclesiais devem orientar seus membros a participarem na comunidade eclesial e a assumirem, com responsabilidade, as orientações prescritas no Plano de Pastoral da Diocese.

277. A vinda de pessoas de outras dioceses, padres, religiosos e leigos, para pregar retiros, ou prestar assessorias a encontros, deverá receber aprovação do Bispo ou de seus párocos, quando o evento acontecer na Paróquia que solicitar. O mesmo aplica-se em se tratando de pessoas da própria Diocese, pois é preciso que as mesmas comunguem com a caminhada diocesana.

278. Os Movimentos eclesiais que ingressarem na Diocese estejam em comunhão com a mesma e sejam autorizados pelo Bispo.

279. Os Movimentos eclesiais e Associações, embora estejam presentes na Diocese, não precisam necessariamente estar em todas as Paróquias. E quando acontecer de se iniciar numa Paróquia, deverá ser fruto de uma ampla reflexão com a Comunidade Eclesial e encaminhado pelo CPP com sua respectiva aprovação.

280. Como dimensão missionária, os Movimentos eclesiais e Associações procurem convidar pessoas não só para participarem de seus grupos, mas que façam parte de toda a vida da Igreja.

281. Devem os Movimentos eclesiais e Associações, como partes desta Igreja Diocesana, também contribuir com a evangelização e divulgação sobre a nossa forma de manutenção financeira, o Dízimo. O fato de alguns Movimentos terem um caixa próprio, não exclui a participação no dízimo de suas respectivas Paróquias ou Comunidades. Todos devem participar do Dízimo em sua Paróquia.