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3. Compromissos para a Nossa Ação Evangelizadora

154. As urgências são serviços permanentes da ação evangelizadora que nos levam a assumir compromissos a serviço da vida como comunidade missionária, a partir do chão em que pisamos e a partir dos apelos do Reino de Deus. Elas devem estar presentes em toda a ação pastoral, desde as comunidades, paróquias, comarcas, e diferentes serviços em todos os âmbitos.

3.1. Igreja, lugar do Seguimento a Jesus

155. A Igreja, como lugar do seguimento ao Senhor Ressuscitado que conduz à santidade e à alegria pascal, exigirá dos discípulos missionários:

3.1.1. No cultivo da fé

a) Resgatar o Domingo, o “Dia do Senhor”, dia do encontro, da caridade, do descanso, da família; dia sagrado para a comunidade eclesial, de encontro e comunhão entre os irmãos e irmãs, onde as celebrações Eucarísticas, da Palavra e dos demais sacramentos, sejam vivas e criativas, valorizando o simbólico, enfatizando o sentido do mistério e recuperando as dimensões da festa, da alegria, dos gestos, posturas, danças, caminhadas, de modo a expressarem uma profunda relação entre fé e vida, preservando, porém, seu caráter litúrgico e solene.

b) Recuperar o verdadeiro sentido das festas dos padroeiros e padroeiras como momentos de evangelização, priorizando a Celebração Eucarística, de confraternização da comunidade e fortalecimento dos vínculos entre as lideranças, as famílias e a comunidade.

c) Incentivar a oração pessoal e em família.

d) Que as igrejas estejam abertas durante o dia, principalmente aos domingos.

e) Proporcionar momentos de oração, adoração e culto eucarístico fora da missa.

f) Motivar o povo para a prática do ofício divino nas comunidades.

3.1.2. Na vivência fraterna

g) Criar momentos de oração em família como a reza do terço, outras devoções marianas, leitura bíblica, oração antes das refeições, motivar os filhos a pedir a bênção aos pais ou responsáveis.

h) Motivar a participação nos Grupos de Famílias, durante todo o ano, como espaço de formação, oração, celebração, confraternização e compromisso comunitário.

i) Incentivar, especialmente jovens e crianças, para o exercício das visitas aos doentes, idosos, asilos, levando esperança, alegria.

j) Servir aos irmãos e à comunidade, com atitudes de amor, alegria e fraternidade, testemunhando a fé no Cristo Ressuscitado.

3.1.3. Na vivência dos sacramentos

k) Os Sacramentos são parte da vida da Igreja e têm como centro Jesus Cristo. Cristo é o sacramento do encontro com Deus. Está aqui o grande gesto sacramental de Deus: fazer-se homem. Deste modo, cabe-nos intensificar a participação e a preparação para vivência dos sacramentos, de modo que os mesmos sejam: devidamente celebrados com simplicidade e fé, marquem verdadeiramente o encontro com Jesus Cristo e ajudem as pessoas a perceberem os sinais da presença e o amor de Deus em nossa vida.

3.1.4. No acolhimento ao rosto da juventude

l) O lugar propício para a juventude fazer sua opção de vida no seguimento a Jesus e colocar a serviço seus dons é a comunidade eclesial. A juventude e os inúmeros desafios para a plenitude de sua vida exigem urgentes iniciativas pastorais, nas diversas instâncias de nossa ação evangelizadora. Neste sentido assumimos nossa juventude como sujeitos ativos da ação pastoral, destinatários e ao mesmo tempo, protagonistas da evangelização, ajudando-os na organização de um caminho que garanta o crescimento da animação dos jovens, em vista de sua identidade de discípulos missionários de Jesus Cristo.

m) Seja dada especial atenção à Evangelização da Juventude em toda a Diocese, desde o investimento à formação da juventude, como na criação e acompanhamento de Grupos de Jovens; no respeito às diferentes situações da juventude que se apresenta com um rosto urbano, rural e estudantil, bem como aqueles que vivem em situações especiais de desemprego, drogas, violência, pobreza e abandono familiar.

3.2. Igreja, lugar de Comunhão e Participação

156. Jesus ensina que o sentido da vida está na comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs, principalmente os necessitados. Ao optarmos por uma Igreja de comunhão e participação, assumimos ser uma Igreja alicerçada na Trindade, modelo de comunhão, como as primeiras comunidades cristãs.

3.2.1. Ser uma Igreja de Comunhão

a) Garantir os Conselhos e as Assembleias como os principais espaços de comunhão, participação, consulta e decisão que lhe compete, nos quais se exercita a corresponsabilidade. Eles são lugar da celebração, estudo e reflexão da caminhada eclesial. São as maiores instâncias que reúnem os serviços da comunidade eclesial para avaliar e planejar nossa ação pastoral, bem como para deliberar desde as comunidades até a instância diocesana.

b) Na inserção das ações na pastoral orgânica de conjunto, cuja dinâmica metodológica e orientações constam do Plano Diocesano de Pastoral, evitando assim o contratestemunho da divisão e da competição entre grupos. Somente a articulação da diversidade de carismas e iniciativas de evangelização é capaz de efetivar a unidade. Instrumento privilegiado de uma pastoral orgânica e de conjunto é o planejamento, com a participação dos membros da comunidade eclesial na projeção da ação, tanto no processo de discernimento como na tomada de decisão.

c) Na formação de comissões administrativas, nas quais os leigos(as), corresponsáveis com o ministério ordenado, tornam-se cada vez mais envolvidos na dinâmica econômico-administrativo da comunidade, para que coloquem o econômico a serviço da pastoral.

3.2.2. Ser uma Igreja Ministerial

d) No fortalecimento de uma Igreja toda ministerial, onde a diversidade de serviços exercidos por leigos, leigas ou ministros ordenados manifeste a única Igreja de Cristo.

e) Urge aos pastores abrir espaços de participação aos leigos e a confiar-lhes ministérios e responsabilidades, para que todos, na Igreja, vivam de maneira responsável seu batismo como compromisso cristão.

f) Na comunidade eclesial, o diálogo é o caminho permanente para a convivência fraterna e o aprofundamento da comunhão. A variedade de vocações, carismas, espiritualidades e movimentos é uma riqueza e não motivo para competição, rejeição ou discriminação. Grande é o desafio da educação para a vivência da unidade na diversidade, fundada no princípio de que todos são irmãos. Quanto maior for a comunhão, tanto mais eficaz será o testemunho de fé da comunidade.

3.2.3. Ser uma Igreja da Acolhida

g) Na Misericórdia, ser Igreja acolhedora e hospitaleira sempre. Sejam as nossas comunidades espaços de acolhida fraterna, em primeiro lugar, por parte das pessoas que ocupam as funções de animação e liderança das mesmas, tendo sempre como critério de acolhida, o amor e a misericórdia, de modo que as pessoas sejam bem atendidas em suas necessidades, de modo particular os(as) pobres e os excluídos(as).

h) Criar práticas de acolhida e visitas às famílias que chegam.

i) Cultivar atitudes de solidariedade nos momentos marcados pela alegria ou pela tristeza, com disposição para o diálogo, escuta, aconselhamento, atitude de acolhimento alegre e disponível. Um meio eficaz será através do Ministério da Visitação, para que o mesmo se constitua numa prática da Igreja que vai ao encontro e sai para a missão. Com este mesmo espírito, buscar os afastados promovendo a reinserção dos mesmos na família cristã.

j) Intensificar a prática das visitas aos doentes levando mensagens de esperança.

k) A prática das visitas dê especial atenção às famílias antes e depois das celebrações do Batismo e Matrimônio e nos momentos de luto.

l) Que as Paróquias e toda a Diocese deem especial atenção à formação e preparação de secretárias e secretários, e demais colaboradores, quanto ao atendimento às pessoas, de modo que os mesmos sejam preparados para acolher a todos indistintamente.

m) Rever e pensar horários que favoreçam a participação, o serviço, o atendimento.

3.2.4. Ser Comunidade Rede de Comunidades

n) Uma Igreja Rede de Comunidades identifica-se por um território comum, lugar onde os cristãos vivem a fé e compartilham desafios e esperanças, caminho indispensável para cada discípulo e discípula viver o seguimento a Jesus Cristo.

o) A Igreja nos convida a criar redes de comunidades. É nas pequenas comunidades: os grupos de famílias, as comunidades eclesiais de base, as comunidades territoriais e nos setores que acontece a Igreja no “chão”, onde se favorece o “convívio, vínculos profundos, afetividade, interesses comuns, estabilidade e solidariedade nos sonhos, nas alegrias e nas dores”;

p) É na Igreja Rede de Comunidades que assumimos os serviços pelo bem do povo, através da ação pastoral, da coordenação e animação, dos grupos, dos serviços de pastoral e movimentos, tendo sua ação organizada pelo Conselho de Pastoral Paroquial.

q) Uma Igreja comunidade de comunidades com espírito missionário, manifesta-se também pela experiência das comunidades solidárias. Faz-se necessário estimular, sempre mais, com oportunas iniciativas, a partilha e a comunhão dos recursos humanos e financeiros para este fim.

r) Ter um novo olhar para o mundo da comunicação e sua relação com as comunidades virtuais. Elas vão além fronteiras e podem se tornar espaços de evangelização, sobretudo para a juventude;

s) Renovar a Paróquia: uma das formas de renovação da paróquia está na urgência de sua setorização em unidades territoriais menores, com equipes próprias de animação e de coordenação, que permitam maior proximidade com as pessoas e grupos que vivem na região. Isto implica em reformular suas estruturas, para que sejam rede de comunidades e grupos, capazes de propiciar a seus membros uma real experiência de discípulos missionários de Jesus Cristo, em comunhão.

3.2.5. Ser uma Igreja aberta ao Ecumenismo e ao Diálogo Inter-Religioso

t) Ser uma Igreja aberta ao Ecumenismo vendo nas outras Igrejas Cristãs a presença do Cristo Bom Pastor. Uma Igreja voltada para o Diálogo inter-religioso reconhecendo nas Igrejas Não Cristãs as sementes do Verbo, e em todas, o compromisso pela promoção da vida.

u) Promover o ecumenismo e o diálogo inter-religioso na comunidade para o bem social. Para isto, tomar a iniciativa sempre de ir ao encontro;

v) Aproveitar a Campanha da Fraternidade, sobretudo as ecumênicas e a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, para realizar um trabalho de aproximação e evangelização dentro da mística ecumênica.

3.3. Igreja, lugar da Formação

157. O processo de iniciação cristã, refere-se a um itinerário catequético permanente, que não se limita à formação doutrinal, mas integral, à vida cristã. A inspiração bíblica, catequética e litúrgica é condição fundamental para a iniciação cristã de crianças, bem como de adolescentes, jovens e adultos que não foram suficientemente evangelizados. É tarefa de toda a Diocese:

3.3.1. Na Iniciação à Vida Cristã

a) O lugar da iniciação cristã é a família e a comunidade eclesial, lugar de educação na fé para crianças, adolescentes e jovens batizados, num processo que os leve a completar sua iniciação cristã. A formação dos discípulos missionários precisa articular fé e vida e integrar cinco aspectos fundamentais: o encontro com Jesus Cristo; a conversão; o discipulado; a comunhão; a missão (DAp, n. 278).

b) Desenvolver em nossas comunidades, um processo de iniciação na vida cristã, que conduza ao “encontro pessoal com Jesus Cristo”, no cultivo da amizade com Ele pela oração, práticas da piedade popular católica, na participação das celebrações litúrgicas, na experiência comunitária e demais atividades na sociedade.

c) Desencadear o processo de iniciação à vida cristã em atenção às pessoas, com atendimento que valorize a experiência e a situação de cada um, levando em consideração o contexto em que vivemos, marcado pelo pluralismo e pelo subjetivismo.

d) Apresentar a Palavra de Deus e toda a doutrina da Igreja através de argumentos claros, convincentes, sinceros e, acima de tudo, pelo testemunho de vida.

e) Levar em conta que o processo formativo:
* constitui-se no alimento da vida cristã e precisa estar voltado para a missão, que se concretiza em vida plena, em Jesus Cristo, para todos, em especial para os pobres;
* não se reduz a cursos, pois integra a vivência comunitária, a participação em celebrações e encontros, a interação com os meios de comunicação, a inserção nas diferentes atividades pastorais e espaços de capacitação, movimentos e associações;
* dos leigos e leigas precisa ser uma das prioridades da Igreja Local, dado que é “um direito e dever para todos” (ChL, n. 57).

f) Adotar o RICA (Ritual de Iniciação Cristã de Adultos) em celebrações do Batismo.

3.3.2. Na Animação Bíblica da Vida e da Pastoral

g) A Igreja, atenta à Palavra de Deus, alicerçada em Cristo que é Caminho, Verdade e Vida, nossa Igreja Diocesana deve propiciar formação adequada a todos. Não existe formação sem contato com a Palavra de Deus, sem conhecimento da Tradição e dos documentos da Igreja. Para uma eficaz animação bíblica assumimos:

h) Investir cada vez mais na formação dos católicos para que, nas mais diversas formas de seguimento e missão, sejam agentes deste contato vivo, apaixonado e comprometido com a Palavra de Deus. Assim, como toda a Igreja, todos os serviços eclesiais precisam estar fundamentados na Palavra de Deus e por ela iluminados.

i) Oferecer uma formação específica e abrangente em todas as dimensões, sobre os conteúdos fundamentais da fé, que ajude a compreender e a explicitar a vivência do mistério cristão com capacidade de “dar razão da própria esperança”.

j) Criar iniciativas que ajudem na aquisição de bíblias para todas as pessoas e o incentivo ao seu uso constante.

k) Proporcionar uma boa animação bíblica em toda a ação pastoral, para que a Igreja seja espaço de interpretação ou conhecimento da Palavra, escola de comunhão e oração com a Palavra, e escola de evangelização e proclamação da Palavra.

l) Dentre as diferentes formas de animação bíblica da pastoral, dar ênfase, em particular, àquelas que reúnem Grupos de Famílias, Círculos Bíblicos e Pequenas Comunidades em torno à meditação e vivência da Palavra, em estreita relação com seu contexto social.

m) Fortalecer e incentivar o exercício da Leitura Orante da Bíblia, conforme as orientações da Igreja, de modo que a Palavra de Deus seja conhecida e interpretada corretamente, proporcione comunhão e oração com o Senhor e ilumine a realidade vivida pelos participantes, animando-os e despertando-os para o compromisso evangélico a serviço do Reino de Deus.

n) Criar e fortalecer Escolas Paroquiais de formação que propiciem unidade, comunhão e fraternidade entre as lideranças. Ao mesmo tempo, valorizar os cursos e escolas bíblicas, voltados, sobretudo, aos leigos e leigas.

o) Organizar e/ou reorganizar os encontros de noivos em preparação ao matrimônio, os encontros de pais e padrinhos em preparação para o batismo e para os demais sacramentos.

p) Incentivar a pastoral da comunicação na produção de materiais formativos, de evangelização, bem como a divulgação de materiais, subsídios, revistas.

3.4. Igreja a Serviço e Defesa da Vida

158.
Para a Igreja, o serviço da caridade “não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia deixar a outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável à sua própria essência” (DCE, n. 25). Diante de um mundo marcado por profundas desigualdades sociais, que levam à exclusão, marginalização e condições indignas de vida, a Igreja, segundo sua vocação própria, é chamada a seguir Jesus no compromisso de possibilitar “que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Isso significa assumir com Jesus a mesma luta em defesa da vida em qualquer circunstância onde esteja ameaçada, participar do mesmo destino e com ele sofrer as mesmas dores. Em defesa da vida Jesus oferece um lugar aos que não têm lugar para viver, acolhe os que não foram acolhidos, recebe como irmãos e irmãs aqueles que sofrem toda forma de exclusão.

159. Em meio a esta realidade, nossa “Igreja, em todos os seus grupos, movimentos e associações, animados por uma Pastoral Social estruturada, orgânica e integral”, tem a importante missão de defender, cuidar e promover a vida, em todas as suas expressões. Contudo, a Dimensão Social da Igreja vai além das diferentes Pastorais Sociais existentes e que se ocupam com situações específicas. A dimensão social da Igreja abrange a Igreja inteira. Por isso, todos os serviços, pastorais, movimentos, comunidades, grupos assumem:

3.4.1. No direito ao socorro

a) Defender e promover a dignidade da vida humana em todas as etapas da existência, desde a fecundação até a morte natural.

b) Superar as práticas meramente assistencialistas às pessoas em extrema necessidade (dando-lhes alimento, roupa, casa...), compreendendo que embora este seja o primeiro passo rumo à prática do amor-caridade, estas pessoas são portadoras de direitos básicos: de saúde, moradia, alimentação, educação, trabalho, previdência.

c) Acolher e tratar todas as pessoas sem preconceito ou discriminação, ajudando-as na recuperação da vida e da liberdade, tendo presentes as condições materiais e o contexto histórico, social, cultural em que cada pessoa vive.

d) Ser a voz dos sem casa, sem alimentação, sem terra, trabalho, educação, saúde, liberdade, esperança e fé através de denúncias às instancias competentes.

e) Assumir, como prioridade, a opção preferencial pelos pobres, como uma forma de vivência evangélica, e como Jesus colocar-se ao lado dos crucificados, excluídos, descartáveis.

f) Assumir uma prática de ação social organizada com os irmãos e irmãs que necessitam de assistência.

g) Apoiar o projeto de assistência e recuperação de dependentes químicos na diocese como forma de defender a vida.

h) Apoiar e incentivar as instituições hospitalares, abrigos, casas, lares e outros.

3.4.2. Na superação das limitações e promoção das pessoas

i) No serviço à vida, acompanhar as alegrias e preocupações: dos trabalhadores/as na luta contra o desemprego e o subemprego, criando ou apoiando alternativas de geração de renda, a economia solidária, a agricultura familiar, a agroecologia, cooperativas de catadores(as), o consumo solidário, a segurança alimentar, as redes de trocas, o acesso a crédito popular, o trabalho coletivo e a busca do desenvolvimento local sustentável e solidário.

j) Dar atenção especial aos diversos tipos de migrantes, em nossas comunidades, ou os que se encontram em terras estrangeiras.

k) Que nossas comunidades eclesiais deem maior atenção às crianças, adolescentes e jovens expostos ao drama do abandono e ao perigo das drogas, da violência, da venda de armas, do abuso sexual, à falta de oportunidades e perspectivas de futuro.

l) Possibilitar a rearticulação de uma pastoral infanto-juvenil consistente e efetiva em nossas Igrejas.

3.4.3. Na construção de uma nova sociedade

m) Incentivar cada vez mais a participação social e política dos cristãos leigos/as nos seus níveis e instituições, promovendo a formação permanente.

n) Incentivar a participação ativa e consciente nos diferentes Conselhos de Direitos e Fóruns;

o) Assumir compromisso com as Políticas Públicas: na elaboração e controle das mesmas e fortalecer parcerias na defesa de direitos, defesa e denúncias.

p) Proporcionar formação a pensadores e pessoas que podem influenciar na tomada de decisões, como: políticos, formadores de opinião no mundo do trabalho, dirigentes sindicais e comunitários, tendo em vista a evangelização dos “novos areópagos”: o mundo universitário e o mundo da comunicação.

q) Conhecer e estudar a Doutrina Social da Igreja, Leis, Estatutos pela defesa da vida.

r) Assumir a luta pela defesa dos Direitos Humanos.

s) Assumir e participar do Grito dos Excluídos e das Semanas Sociais Brasileiras em consonância com a CNBB.

t) Participar, em comunhão com a Cáritas Brasileira e Cáritas Diocesana, das Semanas da Solidariedade em vista da construção de uma cultura de solidariedade.

u) Articular as pastorais sociais nas paróquias e realizar parcerias entre Igrejas, movimentos e entidades que trabalham na conscientização, na promoção e defesa da vida.

3.4.4. No compromisso com as questões que envolvem toda a humanidade

v) Educar para a preservação da natureza e o cuidado com a ecologia humana, através de atitudes que respeitem a biodiversidade: preservação da água, evitando sua privatização - do solo e do ar.

w) Participar das campanhas emergenciais em socorro a vítimas de catástrofes ambientais dentro e fora do país.

x) Incentivar a prática do desenvolvimento solidário sustentável através da economia solidária, do consumo ético e consciente, da organização de grupos de produção, e da conscientização para mudança de comportamentos que incidam no cuidado com o meio ambiente: separação dos lixos, recusar produtos cuja procedência não é sustentável, reutilizar materiais, reciclar sempre que preciso.

y) Participar das frentes de lutas pela construção de uma nova sociedade, em vista de um outro mundo possível.

3.5. Anunciar e testemunhar a Boa Nova de Jesus Cristo

160. Ser uma Igreja em permanente estado de missão, significa anunciar Jesus com a força do testemunho de cada batizado como discípulo(a), e como comunidade que vivencia e celebra o Mistério Pascal. Ao testemunho deve vir acompanhado o anúncio explícito da Boa Nova de Jesus Cristo.

161. É tarefa de cada comunidade eclesial perguntar quais são os grupos humanos ou as categorias sociais que merecem atenção especial: os pobres, os mais necessitados e esquecidos de nossa sociedade injusta e excludente e lhes dar prioridade no trabalho de evangelização. Para isso, algumas iniciativas são fundamentais:

a) Que nossa ação evangelizadora/missionária nos leve para além das fronteiras do espaço territorial da paróquia, ao encontro das pessoas, das famílias, de modo particular as que vivem em situações especiais: grupos humanos que necessitam de maior atenção, pessoas que vivem em áreas de periferias, os afastados da nossa Igreja por diferentes motivos, trabalhadores que se deslocam por falta de emprego, intelectuais, formadores de opinião, juventude universitária, famílias, comunidades...

b) Intensificar a Pastoral da Visitação, organizando-a a partir da prática de Jesus, que ao visitar encontrava-se com diferentes pessoas e a elas, manifestava atitudes de carinho, escuta e acolhida. As visitas sejam sistemáticas nos locais de trabalho, nas famílias, nas moradias de estudantes, nas favelas, nos alojamentos de trabalhadores, nas instituições de saúde, educação, nas prisões, albergues e junto aos moradores de rua, entre outros, dando testemunho de uma Igreja samaritana.

c) Assumir, incentivar os Grupos de Famílias, como lugar privilegiado da prática da acolhida, da partilha, da formação e da oração e orientá-los no acompanhamento às famílias, que vivem em situações especiais.

d) Despertar em todas as pastorais, movimentos, organismos e serviços, o espírito e o ardor missionário em vista de uma Igreja verdadeira, rede de comunidades onde todos se sentem irmãos e irmãs, rompendo com a “estrutura de gavetas”.

e) Proporcionar e apoiar a participação das crianças na Infância Missionária e envolvê-las nas atividades litúrgicas e eventos das comunidades.

f) Ampliar e fortalecer a prática do projeto das paróquias e comunidades solidárias motivando-as para a experiência de uma Igreja solidária e participativa, que busca eficácia na organização e na evangelização.

g) Envolver os jovens nas atividades paroquiais e nas comunidades, incentivando a criação de grupos de jovens nos quais possam fazer a experiência de oração e ação na comunidade.

h) Organizar, junto aos serviços específicos, o acompanhamento aos casais jovens após a realização do matrimonio, dos batizados, e das famílias enlutadas.

i) Assumir as Missões Populares, atendendo ao apelo da Missão Continental;

j) Retomar a prática das “Igrejas Irmãs” e assumir uma Diocese em terra de missão como fruto de nossa generosidade.