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2. Urgências Pastorais

150. Ao reconhecer que o maior desafio a ser enfrentado pela evangelização é a mudança de época, a Igreja o faz à luz da Conferência de Aparecida e fundamenta-se nas atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015. Olhar, portanto, para esta mudança de época, significa buscar uma base sólida para enfrentá-la, sabendo que a este desafio decorrem outros presentes em nossa realidade: a educação na fé; os ambientes virtuais; o mundo plural, globalizado, urbanizado e individualista; a diversificação dos ministérios leigos; a vida dos abandonados, excluídos, ignorados em sua miséria e dor; a juventude; o ecumenismo; o diálogo inter-religioso; a missão ad gentes; o testemunho de Cristo e dos valores do Reino; a aproximação entre fé e razão.

151. É neste contexto que o discípulo missionário assume corajosa e profeticamente a defesa da vida ameaçada de pessoas, povos e de todo o planeta. Esta atitude o leva a ultrapassar uma pastoral de mera conservação ou manutenção, para assumir uma pastoral decididamente missionária, que o Documento de Aparecida chamou de conversão pastoral, caminho para a ação evangelizadora: “Uma verdadeira conversão pastoral deve estimular-nos e inspirar-nos atitudes e iniciativas de autoavaliação e coragem de mudar estruturas pastorais em todos os níveis, serviços, organismos, movimentos e associações. Temos necessidade urgente de viver na Igreja a paixão que norteia a vida de Jesus Cristo: o Reino de Deus, fonte de graça, justiça, paz e amor. Por esse Reino, o Senhor deu a vida” (DAp, n. 370; CNBB, DGAE 2011 n. 26).

152. Para enfrentar estes desafios as DGAE assinalam as grandes urgências, e elas nos levam a pensar sobre a Igreja que somos, sobre a qual, o papa Bento XVI, assim se expressou: “Não somos um centro de produção, não somos uma empresa voltada para o lucro, somos Igreja. Somos uma comunidade de pessoas que vivem na fé. Nossa tarefa não é criar um produto ou conseguir êxito nas vendas. Nossa tarefa é viver exemplarmente a fé, anunciá-la, e mantermo-nos em uma relação profunda com Cristo e, assim, com o próprio Deus, não ser um grupo utilitarista, mas uma comunidade de pessoas livres que se doam, e que atravessam nações e culturas, o tempo e o espaço”.

153. Em nossa Diocese, assumimos como urgências:
a) O encontro e o seguimento a Jesus Cristo que leva à santidade e à alegria pascal.
b) Vivenciar uma Igreja de Comunhão e Participação.
c) Investir na Iniciação Cristã da fé como processo de formação permanente.
d) O serviço em defesa da vida e a denúncia de todos os projetos de morte.
e) Anunciar e testemunhar a Boa Nova de Jesus Cristo.