Na Quinta Feira Santa inicia o Tríduo Pascal. Na parte da manhã, na maioria das Dioceses é celebrada a missa da benção dos Santos Óleos. Nesta missa, presidida pelo bispo e concelebrada por todos os padres da Diocese, são renovados solenemente as promessas de obediência e fidelidade à Igreja de Cristo; promessas estas que todos os padres fazem no dia da sua ordenação.
A benção dos Santos Óleos é feita dentro da celebração Eucarística – Óleo dos catecúmenos, para o batismo; Óleo da unção dos enfermos, para ungir as pessoas em momentos especiais: antes de uma cirurgia difícil ou tratamento médico muito complicado, doença grave e também para pessoas idosas. Este sacramento dá uma graça especial para a pessoa enfrentar bem a situação de sofrimento que está passando. O Óleo do Crisma é usado para ungir os novos cristãos na fronte. Na ordenação de um novo padre são ungidas as suas mãos para consagrar, perdoar, abençoar, praticar a caridade e acolher. Na ordenação de um novo bispo é ungida a cabeça. Com o Cristo, cabeça da Igreja, guia seu rebanho sob a luz do Espírito Santo.
Esta missa tão bonita e significativa para toda a Igreja, na nossa Diocese de Criciúma é sempre realizada na quarta feira santa à noite. Este ano será em Timbé do Sul no dia 31 de março as 20h, possibilitando assim a grande participação do nosso povo.
Na quinta feira santa à noite é celebrada a instituição da Eucaristia e a instituição do sacerdócio ministerial e o lava-pés. Os dois sacramentos nascem juntos, não existe Sacerdócio sem Eucaristia, nem Eucaristia sem Sacerdócio.
O evangelista Mateus nos relata como foi a última ceia e quais palavra Jesus usou: “Enquanto estavam comendo, Jesus tomou o pão, e pronunciou a benção, partiu-o, e deu-o aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. Em seguida, tomou um cálice deus graças e passou-o a eles, dizendo: Bebei dele todos; pois este é o meu sangue, o sangue da nova Aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. Eu vos digo: de hoje em diante, não beberei deste fruto da videira, até o dia em que convosco, beberei o vinho novo no reino de meu Pai”.(Mt 26, 26-29)
Depois de ter instituído este sacramento Jesus nos mostra com gesto bem concreto, o lava-pés, como ele quer que os seus seguidores vivam o grande mandamento do amor. Quem nos conta esse fato é o Evangelista João: "Foi durante a ceia. O diabo já tinha seduzido Judas Iscariotes para entregar Jesus. Sabendo que o Pai tinha posto tudo em suas mãos e que de junto de Deus saíra e para Deus voltava, Jesus levantou-se da ceia, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a à cintura. Derramou água numa bacia, pôs-se a lavar os pés dos discípulos e enxugava com a toalha que trazia à cintura (...)Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e voltou ao seu lugar. Disse aos discípulos: "entendeis o que eu vos fiz? Vós me chamais de mestre e Senhor; e dizeis bem, porque sou. Se eu, o Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que façais assim como eu fiz para vós. Em verdade, em verdade vos digo: o servo não é maior do que seu Senhor, e o enviado não é maior do que aquele que o enviou. Já que sabeis disso, sereis felizes se o puserdes em prática" (Jo 13, 2-5.12-17)
Comungar a eucaristia é receber o próprio Cristo em nossas vidas e assim aprender dele o serviço aos irmãos e irmãs na humildade, generosidade e na gratuidade. Não devemos fazer nenhum trabalho na comunidade para uma autopromoção, por orgulho ou para mostrar que somos mais que os outros. Esta tentação, infelizmente existe em nossa vida; mas queremos aprender cada vez melhor o que o mestre nos ensinou no lava-pés. Esta lição é para todos: bispos, padres, lideranças e para todo o povo de Deus