Composta por 11 parágrafos, a Declaração sobre o Momento Político Nacional começa recordando fatos e eventos que marcam o cenário eclesial e nacional como a assembleia da CNBB, o jubileu de ouro da capital federal e da arquidiocese de Brasília, o Congresso Eucarístico Nacional e o da realidade política do país, como sua política internacional, o PNDH-3 e a votação do Projeto Ficha Limpa.
Na Declaração, a CNBB revela sua preocupação com “os grandes projetos, sobretudo na Amazônia” que não levam “devidamente em conta suas consequências sociais e ambientais”.
Os bispos afirmam que permanece o desafio “de uma autêntica reforma agrária” e destacam a urgência de uma “profunda reforma política, iluminada por critérios éticos, com a participação das diversas instâncias da sociedade civil organizada, fortalecendo a Democracia direta com a indispensável regulamentação do Artigo 14 da Constituição Federal, relativo a plebiscito, referendo e iniciativa popular de lei”.
Para os bispos, a campanha eleitoral deste ano é oportunidade para “empenho de todos na reflexão sobre o que precisa ser levado adiante com responsabilidade e o que deve ser modificado, em vista de um Projeto nacional com participação popular”.
Ao final, os religiosos convocam o povo a expressar sua cidadania nas próximas eleições através do “voto ético, esclarecido e consciente” a fim de que sejam superados “possíveis desencantos com a política”.