No dia 06 de novembro, a Paróquia Nossa Senhora da Natividade, de Cocal do Sul, se alegrou com a instituição de 12 acólitos para o serviço do altar.
A palavra acólito vem do verbo “acolitar”, que significa acompanhar no caminho. Portanto, acólito é aquele ou aquela que, na celebração da liturgia, precede, vai ao lado ou segue outras pessoas, para servir e ajudar.
A quem é que o acólito acompanha e serve? Em primeiro lugar acompanha e serve o presidente da celebração da Missa, que tanto pode ser o Bispo como o presbítero; em segundo lugar acompanha e serve o diácono.
Podemos então dizer que o acólito, desde o princípio até ao fim da Missa, acompanha, ajuda e serve o próprio Jesus. Ele não O vê com os seus olhos; mas a fé diz-lhe que é assim. Cada acólito deve ir descobrindo sempre mais estas verdades da fé. Se as não descobre, corre o risco de se cansar de ser acólito. Mas se as descobre e experimenta, então vai desejar ser escolhido muitas vezes para acólito, e que outros o sejam também, para sentirem a mesma alegria que ele sente.
O ministério de acólito quer ser uma continuidade para as crianças que são coroinhas. Também uma oportunidade para os jovens participarem dos sagrados mistérios (Missa) e futuramente serem ministros extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística.
SÃO TARCÍSIO: PATRONO DOS ACÓLITOS
Muito pouco se sabe da vida de São Tarcísio. Mas os fatos dos quais temos conhecimento nos mostram o grande amor que ele tinha pela Eucaristia.
Tarcísio era coroinha, isto é, acólito na Igreja de Roma, no século III. Ele acompanhava o Papa Sisto II (+258) na Missa. Nessa época, celebrava-se a Eucaristia embaixo da terra, nas catacumbas, devido à perseguição do imperador romano, Valeriano.
Quando os cristãos eram lançados às prisões, e quase sempre mortos depois, costumava-se levar-lhes a comunhão às escondidas, para que não desanimassem nem perdessem a fé. Quem fazia isso eram os diáconos.
Um dia, às vésperas do martírio de um grande grupo de cristãos, o Papa Sisto II não sabia a quem mandar para levar a comunhão na prisão, pois seus diáconos também estavam presos. Foi então que o acólito Tarcísio, com apenas 12 anos, se ofereceu. Todos diziam que poderia ser morto, mas ele argumentou que ninguém desconfiaria de uma criança. Afirmou ainda que preferiria morrer a entregar a Eucaristia aos pagãos romanos. Diante disso, foi aceito. Passando por uma estrada chamada Via Ápia, alguns rapazes perceberam o modo cauteloso como Tarcísio segurava algo sob a roupa. Tentaram saber o que era. Como se recusasse a mostrar-lhes, apedrejaram-no até a morte. Quando foram procurar o que Tarcísio levava, as hóstias haviam sumido misteriosamente. Um soldado cristão viu Tarcísio caído e o levou às catacumbas, onde foi sepultado. Desde o início, Tarcísio foi venerado como exemplo de santidade.
Que São Tarcísio interceda pelos acólitos e coroinhas de nossa Paróquia e chame muitos jovens para este serviço!
Gabriel Manarim Dalmolin
Seminarista