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Finados: por que rezar pelos falecidos?


Durante o ano, temos muitos momentos especiais que são celebrados, refletidos, vividos e rezados na nossa Igreja. No inicio de novembro a nossa Igreja, no mundo inteiro, celebra finados, isto é, as almas dos fieis falecidos. Esta data é muito importante para nós católicos que cremos na ressurreição e na vida eterna. Sobre isso nos diz o apostolo são Paulo: “irmãos, não queremos que ignoreis ao que se refere aos mortos, para não ficardes tristes como os gentios que não tem esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou , cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morrerem” (1Ts 4, 13-14).
Nós cristãos permanecemos e cremos na Igreja de Cristo, que não é formada só pelos vivos, mas também pelos que já estão na eternidade. Formamos uma só Igreja em Cristo. Continuamos unidos uns aos outros em Cristo porque formamos o corpo místico de Cristo. Desde os primeiros séculos os cristãos rezam pelas almas dos falecidos. Sabemos que os nossos irmãos falecidos, quando ainda em vida, cometeram faltas e pecados; tinham defeitos e fraquezas. Diante de Deus ninguém está sem pecado. Mas sabemos que Deus nos ama tanto que enviou seu filho Jesus Cristo para nossa salvação.
Por isso, podemos rezar com muita confiança em Deus pedindo que Ele santifique e purifique as almas dos nossos queridos falecidos que estão no processo de purificação que é chamado de purgatório. Só pode entrar no céu, na vida eterna, quem estiver totalmente puro porque a morte para os justos é a passagem para a verdadeira vida em plenitude. Como na vida não conseguimos fazer todo o processo de purificação, Deus, na sua bondade oferece aos justos este grande momento da purificação final. O purgatório é a anti porta do céu; já são felizes porque alcançarão o céu. Ao contrario são as almas que vão para o inferno, não tem volta, serão condenadas para a frustração total por toda a eternidade, longe da amizade de Deus.
A Igreja ora para que ninguém se perca: “senhor, não permitais que eu jamais seja separado de Vós”. Se é verdade que ninguém pode salvar-se a si mesmo, também é verdade que “Deus quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois, há um só Deus e um só mediador entre Deus e a humanidade: Cristo Jesus, que se entregou como resgate por muitos”. (Tm 2, 4-6)

 

Dom Jacinto Inácio Flach
 


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